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    Retorno de serviços


    Transporte fluvial no AM têm baixa procura na reabertura dos serviços

    O primeiro dia de retorno do transporte hidroviário teve movimentação abaixo do esperado pelos donos de embarcações e trabalhadores do Porto de Manaus

    Passageiros ainda temem viajar de barco após a pandemia
    Passageiros ainda temem viajar de barco após a pandemia | Foto: Lucas Silva

    Manaus – O transporte hidroviário de passageiros retornou nesta quinta-feira (16) no Amazonas, após quase quatro meses de viagens suspensas. A movimentação no Porto de Manaus foi abaixo do esperado pelos donos de embarcações e trabalhadores. 

    Embora o transporte fluvial de passageiros seja comum por conta dos rios da Amazônia que dá a acesso à maioria das cidades do Estado, o momento é de volta gradativa e com regras. A grande procura das viagens são para Estados vizinhos. 

    | Foto: Lucas Silva

    O Decreto estadual contempla as categorias de transporte fluvial transversal, composto por lanchas rápidas e, longitudinal com expresso (a jato), navio motor e balsa que abrange os meios de transporte fluvial que realizam percursos de maior distância. 

    O governador do Amazonas, Wilson Lima, disse que o momento é de voltar às atividades, porém, com responsabilidade e obedecendo às regras sanitárias estabelecidas. 

    “Todas as medidas que estamos tomando, relativas à Covid-19, são com muita responsabilidade, são decisões baseadas nas orientações dos profissionais, na área de saúde. Temos uma situação de estabilização dos números aqui na capital. Os dois parâmetros importantes que estamos seguindo são o número de enterros e, também, a taxa de ocupação nas unidades de saúde”, observou o governador.

    Municípios com acesso restrito

    Embora o acesso esteja liberado, não são todos os municípios que permitem a chegada de embarcações
    Embora o acesso esteja liberado, não são todos os municípios que permitem a chegada de embarcações | Foto: Lucas Silva

    Embora muitos já achem a volta um ganho no setor, não são todos os municípios do interior que aderiram ao retorno. Cerca de 39 cidades estão com o acesso restrito por conta da pandemia. Entre eles estão: Anori, Apuí, Atalaia do Norte, Autazes, Barcelos, Benjamin Constant, Borba, Canutama, Careiro da Várzea, Codajás, Envira, Guajará, Ipixuna, Itamarati, Itapiranga, Japurá, Lábrea, Manacapuru, Manicoré, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Novo Airão, Novo Aripuanã, Parintins, Pauini, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, Santa Isabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, São Gabriel da Cachoeira, São Paulo de Olivença, São Sebastião do Uatumã, Silves, Tabatinga, Tapauá, Tonantins e Uarini. 

    O único município que autorizou legalmente o recebimento de passageiros no Amazonas, foi Itacoatiara. As cidades podem escolher manter suspensas ou não as viagens intermunicipais fluviais, desde que encaminhem via ofício para a Agência Reguladora dos Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam), o Decreto Municipal instituindo tal regra. 

    Vendas de passagens em baixa

    De acordo com a agente de viagens Rocilene Silva, o dia foi de baixa procura por conta dos clientes. Segundo ela, a falta de liberação em alguns municípios fizeram com que o movimento de compras de passagens fosse menor que o esperado. "O dia foi fraco, mas esperamos que melhore", afirmou. 

    A movimentação na abertura foi abaixo do esperado
    A movimentação na abertura foi abaixo do esperado | Foto: Lucas Silva

    O trabalhador do Porto de Manaus, Célio Santos declarou que no barco onde trabalha há 20 anos, com capacidade para 311 passageiros, a venda de viagens não chegou a 20%. "Ainda cabe mais gente nesse barco, mas não podemos ultrapassar os 40%", explicou. 

    O carregador do Porto da Manaus Moderna, José Fontes, disse que para eles, o momento é de melhora. A movimentação de mercadorias na entrada da cidade não parou durante a quarentena. "Hoje foi melhor. A gente acha que só vai melhorar nos próximos dias", opinou. 

    Regras

    A distância mínima de cada rede é de 1 metro
    A distância mínima de cada rede é de 1 metro | Foto: Lucas Silva

    Por conta da pandemia do novo Coronavírus, muitas regras estão estabelecidas para este retorno de viagens pelos rios do Amazonas. 

    A primeira é o distanciamento social entre redes. O que era comum em redes dispostas lado a lado e num maior número de pessoas possível, a cada metro quadrado. Agora deve estabelecer o distanciamento previsto de 1 metro de distância. 

    Os passageiros terão que fazer o uso da máscara durante toda a viagem. A embarcação deverá ter assentos identificados para pessoas consideradas do grupo de risco. As balsas e navios motores só poderão atuar com 40% da capacidade. As lanchas terão o funcionamento somente com 60%. 

    A busca por passagens é menor que a esperada pelos donos e trabalhadores de embarcações
    A busca por passagens é menor que a esperada pelos donos e trabalhadores de embarcações | Foto: Lucas Silva

    Se o passageiro tiver sintomas deverá desembarcar no próximo porto para atendimento médico. A venda de bilhetes está sendo feita na Estação Hidroviária do Porto Público Privatizado de Manaus (Roadway) e pelas operadoras do transporte no porto Ceasa.

    Terão prioridade os passageiros que exerçam funções essenciais, como os profissionais da saúde, segurança pública, vigilância sanitária, órgãos de fiscalização, dentre outros, desde que em exercício da função, com a respectiva ordem de serviço ou outro documento que justifique o deslocamento.

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