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    Reconhecimento


    Professora de escola de Manaus é vencedora em premiação nacional

    O projeto inclusivo “Acolher para todos envolver e aprender” foi desenvolvido na escola municipal Waldir Garcia, bairro São Geraldo, zona Centro-sul

    A professora Lúcia atua há 15 anos na escola Waldir Garcia
    A professora Lúcia atua há 15 anos na escola Waldir Garcia | Foto: Márcio James / Semcom

    Manaus - A capital do Amazonas é, novamente, destaque nacional quando o assunto é educação. A professora Lúcia Cristina Cortez Barros Santos, gestora da escola municipal Waldir Garcia, bairro São Geraldo, zona Centro-Sul, está entre os dez vencedores do prêmio nacional “Educador Nota 10”, sendo a única campeã da categoria “Gestão Escolar” , com o projeto inclusivo “Acolher para todos envolver e aprender”, desenvolvido pela unidade de ensino da Prefeitura de Manaus. O resultado foi anunciado na manhã desta segunda-feira (20), durante o programa Encontro com a Fátima Bernardes, da Rede Globo.

     “Durante esses quase oito anos de gestão, investimos intensamente em projetos que pudessem contribuir com a educação básica na nossa capital. Caminhamos para o fim do mandato com avanços significativos, inclusive com Manaus entre as dez capitais em melhor classificação no Ideb. Isso, sem dúvidas, é reflexo da valorização do nosso corpo docente, que busca inovar em metodologias de ensino, que impactam diretamente na vida de nossos alunos, sendo exemplos nacionais. Vejamos só a professora Lúcia ampliando ainda mais nosso orgulho”, destacou o prefeito Arthur Virgílio Neto, reforçando os parabéns à professora e toda equipe da Secretaria Municipal de Educação (Semed), sob gestão da secretária Kátia Schweickardt. 

    Professora Lúcia

    A professora Lúcia atua há 15 anos na escola Waldir Garcia, unidade que atende 223 alunos, sendo 50 estrangeiros (de países como Haiti, Venezuela e Cuba), bem como alunos com deficiência. Foi nesse contexto que a gestora percebeu a necessidade de implementar uma ação de inclusão entre os estudantes. 

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    Dentro do escopo do projeto ganhador, Lúcia visitou escolas públicas inovadoras em São Paulo, para entender os princípios da Educação Integral e mudar a prática pedagógica tradicional, que pode acentuar desigualdades, em busca de uma gestão mais democrática. Com esse projeto sendo desenvolvido desde 2016, foi possível desburocratizar relações, estabelecer vínculos, engajar e dialogar com todos os participantes da comunidade escolar. Ademais, a escola promove, atualmente, uma espécie de intercâmbio escolar, com aulas de língua portuguesa, inglesa, espanhol e crioulo haitiano, sendo este último dedicado ao corpo docente. 

    “Ficamos muito orgulhos, porque sabemos o que significa esse prêmio. Com o reconhecimento, Lúcia espelha uma forte estratégia de gestão compartilhada realizada em uma escola que é referência, em Manaus, por ter feito um excelente trabalho voltado à educação integral, amplamente abraçado pela equipe de educadores”, destacou a titular da Semed, Kátia Schweickardt. 

    Projeto que provocou mudanças

    Por meio do projeto, a estrutura da escola, também, passou por mudanças. As carteiras, que eram individuais, foram trocadas por mesas redondas, eliminando as filas. Os exames avaliativos foram suspensos, dando lugar a um método pedagógico de acompanhamento personalizado, pois agora o foco central é a aprendizagem. As decisões são feitas em assembleias, onde os alunos participam. Além disso, cada um dos 223 estudantes da unidade escolar, do 1° ao 5° do ensino fundamental, escolhe um tutor, que o acompanha até o final do 5º ano. 

    Para Lúcia Cortez, o prêmio reforça a importância de se pensar novas estratégias de ensino, levando em consideração a atual conjuntura social. “Esse prêmio é da escola Waldir Garcia e da educação de Manaus. Ele mostra que precisamos abrir a escola, para que ela seja contemporânea, valorizando o jovem do século 21. O intuito é tornar o ambiente escolar mais humano, com equidade e singularidade, onde o estudante é protagonista de sua aprendizagem”, pontuou a gestora. 

    Premiação

    Os vencedores receberão um vale-presente no valor de R$ 15 mil cada um. Já as escolas onde os projetos são trabalhados ganham um vale–presente de R$ 1 mil e uma assinatura digital de Nova Escola, de janeiro a dezembro de 2021. 

    O concurso é realizado pela Fundação Victor Civita, em parceria com as empresas Abril, Globo e Fundação Roberto Marinho. Este ano, a premiação contou com mais de 3,7 mil educadores de 19 Estados do Brasil, que apresentaram trabalhos desenvolvidos desde a educação infantil até o ensino médio, incluindo a Educação de Jovens e Adultos (EJA). Apenas dez deles foram os grandes vencedores. 

    Waldir Garcia 

    Além do reconhecimento da Fundação Victor Civita, a escola municipal Waldir Garcia já teve destaque em outras oportunidades, pelo planejamento de educação integral. Em maio deste ano, a unidade venceu o Prêmio Nestlé Por Crianças Mais Saudáveis, com o projeto “Horta Escolar: semear, cuidar e colher para todos nutrir e envolver”. Já em 2019, o centro de educação recebeu o título de “Escolas Transformadoras”, do grupo internacional Instituto Ashoka Empreendedores Sociais e Alana, pelo modelo educacional participativo. 

    Além disso, a gestora da escola Waldir Garcia, Lúcia Cortez, já foi convidada, também, em 2019, pelo jornal O Globo e Extra para participar do Encontro Internacional Educação 360, na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro.


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