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    MANIFESTAÇÃO


    Manifestação 'fecha' BR-174 em apelo por melhorias de trabalho em Presidente Figueiredo

    Além das pautas trabalhistas reivindicadas, manifestantes pediram por energia elétrica e urbanização de ramais

    BR-174 permaneceu interditada por cerca de 15 minutos em função do protesto | Foto: Jackson Salvaterra

    Aproximadamente 500 pessoas participaram de uma manifestação que resultou no fechamento da BR-174, no município de Presidente Figueiredo (distante a 107 quilômetros de Manaus). Os trabalhadores reivindicavam o pagamento de horas extras, adicionais noturnos, melhorias nas condições de trabalho, falta de equipamentos entre outros.

    "Desde janeiro, quando o prefeito assumiu, nosso sindicato buscou o diálogo. Infelizmente nossas vozes não foram ouvidas” Mauro Amazonas
    "Desde janeiro, quando o prefeito assumiu, nosso sindicato buscou o diálogo. Infelizmente nossas vozes não foram ouvidas” Mauro Amazonas | Foto: Jackson Salvaterra

    Na manifestação estavam presentes os representantes dos Sindicatos dos Professores do Amazonas (Sinteam), dos Servidores Públicos de Presidente Figueiredo (Sinsep), além de moradores do município. 

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    Os manifestantes percorreram cerca de dois quilômetros saindo da Avenida Padre Calery, principal rua do bairro Tancredo Neves, e terminaram na Praça da Rodoviária. A BR-174 permaneceu interditada por aproximadamente 15 minutos. A paralisação teve inicio às 16h e terminou as 18h30.

    Segundo o presidente do Sinsep, Márcio Bastos, a motivação para o protesto foi a necessidade de negociação sobre as pautas reivindicadas. “Nós estamos nesse clamor para que, no mínimo, a nossa classe seja ouvida. Queremos a oportunidade de diálogo com o Executivo e isso nunca aconteceu na atual gestão. Estamos cientes de que, na atual situação econômica é impossível haver reajuste imediato, mas queremos um diálogo efetivo”, apelou Bastos. 

    Além de melhorias de trabalho, moradores pediram também por energia elétrica e urbanização de ramais
    Além de melhorias de trabalho, moradores pediram também por energia elétrica e urbanização de ramais | Foto: Jackson Salvaterra

    O professor Mauro Amazonas disse que a manifestação foi necessária. “Nosso protesto é para demonstrar ao poder público, a nossa indignação. Desde janeiro, quando o prefeito assumiu, nosso sindicato buscou o diálogo, mas, infelizmente, nossas vozes não foram ouvidas”.

    Moradores de duas comunidades rurais (Rio Canoas e Rio Pardo), ambas localizadas no Km 139 da BR-174,  também estavam presentes e reivindicavam melhorias nos dois ramais e na rede elétrica.

    A agricultora, Nery Costa, relatou estar sem energia em sua residência, além disso, a falta de manutenção dos ramais impede o escoamento da produção das comunidades rurais. “Estamos há três dias sem energia. O ramal está esburacado e quando chove não conseguimos transitar porque os caminhões e os ônibus não entram e aí, nosso produto estraga. Moro no ramal há 14 anos e a situação nunca esteve tão crítica. Estamos abandonados”, desabafou.

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