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    Combate à malária


    Prefeitura de Manaus intensifica o combate à malária

    Para a ação, serão contratados mais 69 agentes de endemias. Eles serão chamados por meio de Processo Seletivo Simplificado que será lançado ainda esta semana

    Manaus possui clima propício para proliferação da doença
    Manaus possui clima propício para proliferação da doença | Foto: Divulgação

    Manaus - Devido ao aumento de 13% no registro de casos de malária, em comparação ao ano passado, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) irá intensificar o combate à endemia. O anúncio foi feito durante coletiva de imprensa, na manhã desta segunda-feira (6), pelo prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

    Para a ação, serão contratados mais 69 agentes de endemias, além dos 283 que já compõe o quadro da Semsa. Eles serão chamados por meio de Processo Seletivo Simplificado que, segundo a pasta, será lançado ainda esta semana. 

    Para o plano de intensificação, serão investidos mais de R$ 3 milhões de reais. Com a verba, será possível comprar e implantar dez mil mosquiteiros com inseticidas nos locais mais propensos à proliferação da doença.

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    Serão adquiridos materiais necessários para o diagnóstico da malária. A rápida constatação da doença é essencial para ajudar no controle eficaz da doença e tratamento do doente. Serão alugadas 24  veículos que percorrerão as áreas mais endêmicas da doença. 

    Base de Endemias Revitalizada

    Uma das ações da Prefeitura é revitalizar a Base de Endemias da União da Vitória, localizada na esquina das ruas Peixe Cavalo e Dez, no bairro União da Vitória, Zona Leste de Manaus. 

    Ao todo, foram selecionadas 28 locais do Distrito de Saúde Rural em Manaus, seis localidades do Distrito de Saúde Leste, totalizando 32 criadouros com mais de 4 mil metros para o manejo ambiental. Nessas áreas haverá a implantação dos mosquiteiros impregnados com inseticida.

    Malária na Amazônia

    A Amazônia possui 99% dos 194.365 casos de malária registrados em 2017, o número mostra um aumento de 50,4% em relação a 2016, quando houve o menor número de ocorrências da doença em 37 anos.

    De acordo com o Ministério da Saúde, o pior cenário da doença está no Amazonas. O Estado liderou a incidência dos casos de malária entre os estados brasileiros. 

    De acordo com o estudo, a capital amazonense está em segundo lugar no registro de casos de malária, com um total de 1.724 casos. Apesar de não estar na contagem mais recente, o entregador de marmitas Lucas Beleza de Castro, de 24 anos, faz parte da contagem de pessoas que já contraiu a doença. 

    A última vez em que foi feito o diagnóstico, Lucas estava com a forma mais grave da doença: a malária Falcíparum.

    Para o entregador, a intensificação da campanha traz mais segurança e uma possibilidade de proteger a família, incluindo o filho pequeno de apenas três anos. 

    "Não quero que meu filho fique doente da mesma forma que eu, é uma doença muito ruim. Pelo menos com a intensificação da campanha de prevenção posso ficar mais tranquilo", falou.

    Invasões aumentam endemia

    Manaus possui clima favorável para a proliferação da endemia e vulnerabilidade para o processo de transmissão da malária na área rural e urbana.

    Porém, alguns fatores colaboram para o aumento do número de casos registrados, um deles é o desmatamento de áreas verdes para a criação de invasões. 

    A ocupação desordenada de áreas de mata são propicias para a disseminação e elevação dos indicadores epidemiológicos de incidência, expondo a população ao risco de contrair a doença. 

     Poliomelite

    Além da atuação contra a malária, o prefeito de Manaus salientou sobre a abertura de campanha de vacinação contra poliomelite, além da campanha já em vigor contra o surto de sarampo em Manaus. 

    "Pedimos para que as famílias de Manaus permitam a entrada de agentes de saúde municipais para fazer a vacinação contra a poliomelite pois assim livraremos nossa cidade desse mal e teremos adultos saudáveis em Manaus", pontuou. 

    Sobre o combate à malária, Virgílio afirmou que os esforços estão voltados, em sua maioria, para prevenir a transmissão da malária Falcíparum, a mais grave da doença.

    "Buscamos reduzir e controlar a transmissão desse tipo de doença e é importante ressaltar que, em 2018, a cidade segue sem registrar nenhum caso desse tipo até o momento", informou o prefeito de Manaus. 

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