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    Em Manaus


    Prefeitura intervém nas negociações e evita nova greve de ônibus

    Os representantes do sindicato devem se reunir com a prefeitura esta semana e buscar soluções para resolver a situação

    GREVE DOS ÔNIBUS | Foto: MARCELY GOMES

    Manaus – Após quase quatro horas de reunião a portas fechadas, entre empresários e rodoviários, a greve do transporte coletivo prevista para ocorrer nesta sexta-feira (7), foi suspensa e 100% da frota deverá circular nas ruas da capital amazonense.

    A decisão foi tomada após uma intervenção da Prefeitura de Manaus, que agendou uma reunião com ambas as partes para buscar uma solução. As negociações devem continuar até a próxima quinta-feira (13).

    | Foto: Marcely Gomes

    A terceira audiência realizada nesta quinta-feira (6), na sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), mediada pelo procurador-chefe do MPT, Jorcinei Dourado do Nascimento, finalizou sem acordo entre os representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivo Urbano e Rodoviários (STTRM), e Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros do Amazonas (Sinetram).

    “O presidente dos rodoviários recebeu um telefonema do secretário extraordinário do município que solicitou uma reunião entres as categorias. Nesse período eles terão a oportunidade de conversar junto com a prefeitura para tentar buscar uma solução do problema”, disse o procurador.

    TRT

    | Foto: Marcely Gomes

    Ainda durante a audiência uma liminar do Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT11), determinou que caso fosse realizado o movimento grevista, os rodoviários teriam que manter 70% da frota circulando na cidade, sob pena de pagamento de multa de R$ 50 mil por hora de paralisação. Porém a medida foi descartada, após o adiamento das negociações.

    Motivos

    O  presidente do STTRM, Givancir Oliveira, diz que os motivos que levaram os trabalhadores a aprovarem a decisão de greve geral foram as constantes suspensões do plano de saúde, o que causaria transtornos tanto aos funcionários das empresas, como aos dependentes.

    “Queremos que as empresas não gerem prejuízos aos trabalhadores. Só queremos o que é nosso por direito, o pagamento do feriado em 100% e nossas horas extras. Também queremos que os rodoviários não sejam constrangidos com os constantes atrasos do pagamento de salário e uma data para o 13º que está indefinido”, disse Givancir.

    Em contrapartida o diretor jurídico do Sinetram, advogado Fernando Borges afirmou, que as reivindicações não são motivo para uma paralisação. Ele ainda alegou que o plano de saúde da categoria está operando e o décimo terceiro será pago até a data limite, dia 20 de dezembro.  “Não existe justificativa para uma greve, o ato só penaliza a população. O TRT entendeu que uma greve geral não seria inviável”, disse. 

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