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    Heróis de patas


    Cães auxiliam trabalho de buscas a desaparecidos feito pelos bombeiros

    Os animais, da raça labrador, fazem parte de uma linhagem de cães treinados para esse tipo de serviço e vieram do Estado de Santa Catarina

    Os animais são escolhidos de acordo com o temperamento. Por isso, quanto mais dócil, agitado e brincalhão, mais fácil de ser treinado é o cão | Foto: Thiago Ribeiro/SSP

    Manaus - O Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas conta, atualmente, com quatro cães que atuam auxiliando no trabalho de buscas a pessoas perdidas em ambientes de selva e colapsados. O trabalho é coordenado pelo Batalhão de Incêndio Florestal e Meio Ambiente e existe há pouco mais de dois anos.

    Os animais, da raça labrador, fazem parte de uma linhagem de cães treinados para esse tipo de serviço e vieram do Estado de Santa Catarina, após bombeiros amazonenses participarem do curso de formação de animais para esse tipo de atividade.

    A técnica de treinamento dos animais é chamada de venteio, ou seja, os cães são treinados, desde filhotes, para encontrar qualquer ser humano vivo, por meio da identificação de vapores/odores/células liberados pelo corpo de uma pessoa. Com isso, os animais podem ser utilizados no rastreio de uma ou mais vítimas perdidas.

    A técnica de treinamento dos animais é chamada de venteio, ou seja, os cães são treinados, desde filhotes, para encontrar qualquer ser humano vivo
    A técnica de treinamento dos animais é chamada de venteio, ou seja, os cães são treinados, desde filhotes, para encontrar qualquer ser humano vivo | Foto: Erikson Andrade/SSP


    Durante a busca, o cão trabalha solto e inicia a varredura de uma área ampla. Ao detectar algum vestígio de presença humana, vai estreitando a amplitude do setor de busca, até localizar o ponto de emissão destas partículas. Por isso, em uma situação de pessoas perdidas em área de selva, os bombeiros orientam que a população não inicie as buscas sem a presença dos militares.

    “Quando alguém se perde em uma área de mata e outras pessoas entram na área para procurá-las, isso acaba contaminando o lugar e atrapalhando os cães. Por isso, orientamos que as pessoas entrem primeiramente em contato com o Corpo de Bombeiros, para que as buscas sejam iniciadas imediatamente e o trabalho dos animais seja mais eficiente”, explicou o cabo Danilo Barros, um dos quatro homens que trabalha com os cães.

    O bombeiro explica que os animais são escolhidos de acordo com o temperamento. Por isso, quanto mais dócil, agitado e brincalhão, mais fácil de ser treinado é o cão. Por isso também a escolha da raça labrador. O cão fica em processo de treinamento até um ano e meio de idade.

    O cão fica em processo de treinamento até um ano e meio de idade
    O cão fica em processo de treinamento até um ano e meio de idade | Foto: Thiago Ribeiro/SSP


    Ampliação dos trabalhos

    Mas o Corpo de Bombeiros estuda a utilização de outras raças, por conta da força física que o trabalho exige. De acordo com o comandante do batalhão, Major Américo Neto, a ideia é futuramente montar um canil do Corpo de Bombeiros para que possam ser treinados outros cães.

    “A nossa selva é muito complicada. Precisamos treinar uma raça mais forte e criar cachorros mais resistentes. E estamos em fase de procurar novos exemplares para criarmos a nossa linhagem de cães de busca”.

    Em algumas buscas, os homens do Corpo de Bombeiros e os animais chegam a caminhar cerca de 20 quilômetros, por isso a necessidade de trabalhar no aprimoramento dos animais.

    O major também destaca que um quinto cão está prestes a ser inserido no trabalho do batalhão. O novo cão, um pastor alemão, está em fase de treinamento para conseguir realizar buscas de cadáver, uma vez que os cães treinados para encontrar pessoas vivas não realizam outro tipo de rastreio. 

    *Com informações da assessoria

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