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    Na Zona Leste


    Moradores fazem manifestação contra reintegração de posse em Manaus

    A reintegração deve ocorrer a partir das 5h da manhã desta terça-feira (12)

    Um dos moradores da comunidade que se identificou como Marcelo Batista disse que espera uma posição do Governador Wilson Lima, que o que eles querem é apenas uma moradia digna | Foto: Raphael Tavares

    Manaus - Moradores de uma área de invasão denominada comunidade "Nasal 2", localizada no km 16 da estrada do Aleixo, no bairro Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste de Manaus, realizaram na noite desta segunda-feira (11), manifestação contra uma decisão da Justiça de reintegração de posse da terra invadida. 

    A decisão foi tomada pelo juiz de direito Rosselberto Himenes, da 7ª Vara Civil de Manaus, e a reintegração deve ocorrer a partir das 5h da manhã desta terça-feira (12). A ação é movida pela empresa Itautinga Agro Industrial S.A. Conforme  a empresa, o local pertence a eles há cerca de 32 anos. 

    Um dos moradores da comunidade que se identificou como Marcelo Batista disse que espera uma posição do Governador Wilson Lima, que o que eles querem é apenas uma moradia digna. 

    "Nós só queremos um pedaço de terra para levantar nosso barraco, fazer nossa casa e morar dignamente como qualquer outra pessoa. Pedimos ajuda ao governador Wilson Lima, para que ele olhe pela gente e interceda por nós", disse o morador.

    A dona de casa Raquel Silva disse que mora há alguns meses no local e foi o único lugar onde conseguiu para morar com os três filhos e o marido, que atualmente está desempregado.

    "Não temos para onde ir, meu marido está desempregado, eu lavo roupa para as pessoas as vezes para comprar alguma coisa para os nossos filhos comerem. Imagina se destruírem tudo que eu tenho na terça, o que vai ser de mim, não tenho para onde ir", falou Raquel.

    Denúncia

    Uma denúncia feita ao Em Tempo em julho de 2018 relatou que a invasão servia de covil para traficantes. Os bandidos estariam cobrando cerca de R$ 150 reais de cada morador para pagar advogados para defender a terra.

    Traficantes estariam aproveitando da ausência de segurança no local para dominar a invasão e obter lucros para o tráfico de drogas, além de vender as terras para pessoas que tem o sonho de comprar a casa própria.

    Questionados sobre esta situação, um morador que se identificou como Roberto Teixeira disse que os moradores não compactuam com traficantes.

    "Isso aqui era uma área de abatedouro, de desova de corpos. Depois que passamos a construir nossas casas aqui, a história mudou. Nunca paguei dinheiro algum para bandido, e nem pagarei", explicou o morador da comunidade.

    Edição: Bruna Chagas

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