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    Desemprego


    Jovens encontram dificuldades ao procurar emprego no Amazonas

    No fim de 2018, mais de 1,7 milhão de jovens amazonenses estavam desempregados

    Os recrutadores procuram por profissionais em início de carreira que tenham disposição e iniciativa para aprender | Foto: Divulgação

    Manaus - Após a crise, a instabilidade do mercado de trabalho atingiu em cheio os jovens brasileiros. O desemprego dessa faixa etária bateu recorde de 27,2% no fim do ano passado e o número de pessoas de 18 a 24 anos que desistiram de buscar emprego triplicou desde 2014.

    No Amazonas, segundo a Secretaria de Estado do Trabalho (Setrab), esse cenário não é diferente. No fim de 2018, mais de 1,7 milhão de jovens amazonenses estavam nessa condição.

    Somente no primeiro trimestre deste ano, 109 jovens procuraram a secretaria em busca do primeiro empregoOs números, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-Contínua), do IBGE, e compilados pela consultoria LCA, apontam que a deposição atingia 600 mil pessoas nessa faixa etária até setembro de 2015.

    Procura por emprego

    Pelo menos, 77 jovens entre 15 e 24 anos procuraram os postos do Sistema Nacional de Emprego do Amazonas (Sine-AM), administrados pela gestão municipal, para conseguir uma vaga de emprego no mercado de trabalho. Esse número é referente até o mês de março deste ano.

    Já no ano de 2018, foram 671 buscando emprego e em 2017 o número foi maior com 722 jovens.

    Como conseguir uma vaga no mercado de trabalho?

    A analista de Recursos Humanos Karla Marques conta que é importante se preparar para conseguir uma colocação profissional. Entre as medidas estão a inclusão de cursos no currículo. A especialista alerta que a medida é essencial, mesmo para aqueles candidatos sem ter experiência.

    “O 'despreparo' de muitos jovens não está somente relacionado ao conhecimento técnico, mas também à desenvoltura para demonstrar ser o perfil adequado. Esse problema acontece desde o currículo até a entrevista de emprego”.

    Disposição e iniciativa são essenciais

    “Os recrutadores procuram por profissionais em início de carreira que tenham disposição e iniciativa para aprender, além de capacidade de aprendizado. Também são valiosos o envolvimento em atividades extracurriculares, a articulação para se comunicar e os cuidados na escrita”, conta.

    O jovem motivado, muitas vezes, não tem experiência de trabalhos formais e full time, mas, para a psicóloga, é possível utilizar a seção para destacar outras realizações.

    “Aqui entram projetos extracurriculares, trabalhos voluntários, grupos de estudo, cursos e, principalmente, a iniciativa por parte do candidato de buscar experiências. Viaje e capacite-se sempre que puder, com treinamentos online ou não”.

    A Secretaria de Estado do Trabalho atua em parceria com empresas, disponibilizando o seu espaço físico para os empreendimentos realizarem cursos de capacitação. Do início do ano até o mês de abril, já foram realizados dois cursos. Um sobre segurança no trabalho voltado para frentistas e o outro para a área de agente de portaria.

    Além disso, a Setrab está buscando novas parcerias, a fim de qualificar os cidadãos para o mercado de trabalho.

    Sem qualificação, sem emprego

    Com um grupo de amigos, Naiara Nunes e Iara Batista fazem rondas diárias por sites de emprego, no Sine e em páginas no Facebook. Os participantes dos grupos passam informações sobre oportunidades e quando abrem inscrições para vagas de trabalho. Eles enfrentam filas em feiras de emprego e saem juntos para deixar currículos em fábricas do Distrito Industrial.

    Mesmo com o esforço em conjunto, os jovens amazonenses ainda não conseguiram nenhuma oportunidade.

    "Está muito difícil a nossa situação. As empresas são exigentes, querem experiências, mas nós queremos ter a oportunidade da primeira experiência”.

     Desemprego no Governo de Jair Bolsonaro

    O presidente Jair Bolsonaro disse na última quinta-feira (25) que, se não fosse a Reforma Trabalhista, o problema do emprego no País seria maior.

    "O governo só cria emprego quando cria cargo em comissão. Quem quer ser patrão no Brasil com tantas ações trabalhistas?", afirmou o presidente durante café da manhã com jornalistas.

    Bolsonaro afirmou que vê o problema do desemprego como um desafio grande para os próximos anos de governo.

    "A gente fica com pena. Isso não é fácil. Temos a substituição do homem pela máquina em vários setores. É mais um desafio que temos pela frente", disse o presidente. Ele lembrou que o Brasil é um país de commodities e questionou: "Quando acabar, vamos viver de quê?"

    Pauta e edição: Bruna Souza

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