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    GREVE


    Arcebispo de Manaus declara apoio à greve dos professores no Amazonas

    Dom Sérgio Castriani informou que deve encaminhar uma carta aberta à sociedade para se manifestar e apoiar a classe de educadores, que cobra reajuste salarial do Governo

    O encontro aconteceu no Palácio Arquiepiscopal, no Centro da capital
    O encontro aconteceu no Palácio Arquiepiscopal, no Centro da capital | Foto: Ione Moreno

    Manaus - Em uma rápida reunião com representantes dos sindicatos dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e dos Professores e Pedagogos das Escolas Publicas do Ensino Básico de Manaus (Asprom-Sindical), o arcebispo de Manaus, dom Sérgio Castriani, declarou apoio à greve dos professores, que acontece há 17 dias no estado. O encontro aconteceu na tarde desta quinta-feira (2), no Palácio Arquiepiscopal, localizado na avenida Joaquim Nabuco, no Centro de Manaus. 

    Em uma conversa de aproximadamente 30 minutos, o representante da Igreja Católica se demonstrou preocupado com a luta dos professores. Mesmo debilitado, devido ao tratamento do Mal de Parkinson, o arcebispo dialogou com a categoria com o auxílio de uma pequena caixa de som. 

    Representantes do Sinteam e Asprom-Sindical participaram da reunião
    Representantes do Sinteam e Asprom-Sindical participaram da reunião | Foto: Ione Moreno

    Dom Sérgio informou que deve encaminhar uma carta aberta à sociedade para se manifestar e apoiar a classe de educadores, que cobra reajuste salarial do Governo há quase 20 dias. “A educação deve ser tratada com prioridade. No máximo amanhã essa carta estará sendo divulgada”, disse o arcebispo. 

    Os professores saíram satisfeitos do encontro, que ainda contou com a participação do deputado federal José Ricardo (PT). “Foi uma reunião produtiva, e estamos com boas expectativas que essa carta de apoio possa contribuir com a causa. A consideração que a sociedade tem com o arcebispo vai ajudar para que a população compreenda que a greve está sendo necessária, não só por questão salarial, mas por melhorias na educação em geral”, disse a coordenadora geral do Asprom-Sindical, professora Helma Sampaio. 

    Coordenadora geral do Asprom-Sindical, professora Helma Sampaio
    Coordenadora geral do Asprom-Sindical, professora Helma Sampaio | Foto: Ione Moreno

    “A carta aberta do bispo vai orientar as paróquias e o fiéis para que possam apoiar os professores nesse momento. Será um gesto de solidariedade da igreja com a categoria, que faz uma luta justa", relatou o secretário de Finanças e membro do Comando de Greve do Sinteam, professor Cléber Ferreira. 

    Edição: Lucas Vítor Sena

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