Fonte: OpenWeather

    Educação no Brasil


    Professores da Ufam aderem à greve nacional pela Educação dia 15

    Professores, alunos e técnicos em educação pretendem paralisar as atividades na próxima quarta-feira (15)

    Após cortes em orçamentos de universidade em todo o Brasil, Manaus fará um dia de paralisação
    Após cortes em orçamentos de universidade em todo o Brasil, Manaus fará um dia de paralisação | Foto: Luis Henrique

    Manaus - Agendada a paralisação das universidades federais para a próxima quarta-feira (15), alunos, docentes e técnicos administrativos em educação na cidade de Manaus vão aderir ao movimento.

    O dia de paralisação terá início em frente ao campus universitário da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) às 7h, na Zona. Também será realizado um ato na Praça da Saudade, localizada no Centro de Manaus, às 15h.

    Além da capital, os municípios de Humaitá, Parintins e Benjamin Constant também farão parte do movimento.

    O movimento é em decorrência do bloqueio de R$ 38 milhões dos cofres da universidade, anunciado pelo Ministério da Educação (MEC).

    O sociólogo e professor Francinézio Amaral fará parte da mobilização contra as medidas de cortes feitos pelo governo e diz que a luta pela educação no Brasil não pode parar.

    “As paralisações e manifestações coletivas ainda são a força mais efetiva da classe trabalhadora. Além de dizer ‘estamos aqui’, a paralisação do dia 15 está dizendo que ‘não vamos aceitar o desmonte covarde do sistema educacional’ e o avanço voraz das empresas privadas sobre a educação pública", declarou.

    Em nota de esclarecimento, a Universidade Federal do Amazonas, em medida inicial sobre o bloqueio, disse que iniciou as tratativas juntas ao MEC, mas que as atividades programadas para o primeiro semestre serão mantidas.

    | Foto: Assessoria Ufam

    Além da paralisação pela educação, outras medidas serão discutidas, como a Reforma da Previdência. Entretanto, o professor Luiz Fernando que atua nas mobilizações fala em greve geral.

    “Apenas no dia 15 em defesa da educação. É também o preparatório para uma greve geral contra a reforma da Previdência. Os recortes anunciados para o segundo semestre vêm se juntar a outros cortes que aconteceram antes: na insalubridade dos professores, nas funções de gestão/administração, suspensão dos recursos para educação indígena. Com os próximos cortes, a situação só ficará pior. Não basta o governo e a Reitoria afirmarem que os salários dos servidores estarão garantidos, pois, sem recursos para pesquisa, bolsas, laboratórios, extensão, a universidade verá suas atividades estratégicas asfixiados", disse.

    A paralisação vai abranger três segmentos: professores, estudantes e técnicos administrativos em educação para discutir sobre as medidas tomadas

    O secretário de Educação Superior do MEC, Arnaldo Barbosa de Lima Júnior, disse que o bloqueio das verbas pode ser desfeito, pois se trata de uma medida preventiva com relação a situação econômica no país. O que gerou muitas críticas vindas de universidade e institutos federais pelos critérios de avaliação mencionados pelo secretário.

    A assessoria da Associação de docentes da Ufam (Adua) informou que na última sexta-feira (10) aconteceu uma assembleia comunitária, mas que na segunda-feira (13) haverá mais uma reunião sobre o que acontecerá na programação da paralisação.

    Leia mais:

    Receba as principais notícias do Portal Em Tempo direto no Whatsapp. Clique aqui!

    Governo apresenta propostas para professores no AM

    Enem já tem três milhões de escritos

    Luiz Castro anuncia reunião  com professores

    Comentários