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    Balanço


    Consórcio aguarda ordem de serviço para construir mais presídios no AM

    As trocas de governantes no últimos anos atrapalharam a construção de unidades que teriam um total de 3.700 vagas, seundo Umanizzare, que divulgou balanço

    Manaus - A Umanizzare, empresa que dá suporte e cuida dos presídios do Amazonas junto ao Governo do Estado, apresentou na manhã desta terça-feira (14), em Manaus, um balanço das ações e resultados alcançados em 2018.

    Além dos dados, os diretores da empresa também falaram sobre pontos importantes como a construção de novos presídios, projetos de ressocialização e número de atendimentos aos detentos. 

    Hoje o Amazonas conta com seis unidades prisionais sob cuidados da Umanizzare, sendo cinco em Manaus e um em Itacoatiara, totalizando uma população carcerária de 4,5 mil detentos. Por outro lado, as unidades, igualmente como acontece em todo o Brasil, já estão acima da lotação permitida, o que reforça a necessidade da construção de novas unidades. 

    O diretor jurídico e porta-voz da Umanizzare, André Caires, ratificou que já existe um contrato assinado entre o Governo do Estado e o Consórcio Pamas, para construção de quatro novos presídios do zero, mas por razão do grande número de troca dos governadores do Amazonas nos últimos anos, o início das obras continuam emperradas. 

    “O contrato assinado em 2015 e tem um prazo de 2 anos para ser executado, mas sempre tem havido uma troca de governantes, e a cada troca, o contrato tem que ser reavaliado. Nesse momento aguardamos apenas a Ordem de Serviço do Governo para iniciar as obras, juntas todas as obras iriam oferecer 3.700 novas vagas, e desafogar a superlotação nos presídios”, detalhou Caires. 

    André Caires, porta-voz da Umanizzare
    André Caires, porta-voz da Umanizzare | Foto: Marcely Gomes

    Entre as novas unidades estão, a 3º Unidade do Centro de Detenção Provisório (CDP3); A construção de uma nova unidade que seria construída no lugar dos Semiaberto, que está desativado, e do Compaj, ambos que seriam demolidos. O novo Compaj teria uma capacidade de 1.354 vagas. E a última seria uma unidade prisional em Rio Preto da Eva, com capacidade de 600 vagas. 

    Além disso, a empresa divulgou também que fechou o ano de 2018 com 204 mil atendimentos técnicos, envolvendo área médica, dentista, psicológica, educador físico, assistência social e assistência material. “Esse e um número para nos muito gratificante”, salienta a diretora técnica da Umanizzare, Karoline Lima, que explicou ainda que a Umanizzare realiza projetos de reabilitação social internamente.   

    Karoline Lima, diretora técnica da Umanizzare
    Karoline Lima, diretora técnica da Umanizzare | Foto: Marcely Gomes


    Entre os projetos principais está o “Remissão pela leitura” em parceira com a Seduc e com a Seap, onde quase todos os detentos aderiram. O projeto prevê a redução na pena por meio da leitura de livros. “Cada preso pode ler um livro por mês, 12 por ano, e a cada livro lido, o preso pode ter uma redução de 4 dias na pena. Mas não basta apenas ler, o preso tem que comprovar por meio de uma resenha sobre o livro lido, e o texto será avaliado pela justiça”, explicou Karoline. 

    A cogestão, entre Umanizzare e Governo do Amazonas, por meio da Seap, se divide no dia a dia da atividade prisional em funções separadas. No lado do, Estado seria o poder de polícia e a gestão da unidade. Já do lado da Umanizzare seria as atividades meio, como manutenção predial, limpeza, alimentação, kits de entrada, hotelaria, roupagem e todo aparato previsto na lei de execução penal.

    “Os desafios para o futuro é manter e aumentar a quantidade de serviços atendimento e ter excelentes resultados. Até porque a cogestão atualmente está sendo uma questão bem avaliada, não só no Amazonas, mas em outros estados, que querem implementar, porque tem resultado e eficiência”, completou André Caires. 

    Cúpula da Umanizzare apresenta book das ações de 2018
    Cúpula da Umanizzare apresenta book das ações de 2018 | Foto: Marcely Gomes

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