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    Fora de controle


    Defensor diz que Estado terá dificuldade para controlar presídios

    Defensor público-geral do Amazonas, Rafael Barbosa, afirmou que após conflitos nos presídios, Estado terá dificuldades de retomar controle das unidades prisionais

    Na avaliação do defensor público-geral do Amazonas, Rafael Barbosa, o estado terá dificuldade em retomar o controle dos presídios
    Na avaliação do defensor público-geral do Amazonas, Rafael Barbosa, o estado terá dificuldade em retomar o controle dos presídios | Foto: Divulgação

    Manaus – Na avaliação do defensor público-geral do Amazonas, Rafael Barbosa, o estado terá dificuldade em retomar o controle dos presídios, após o conflito ocorrido neste domingo (26) no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat) e no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), que deixou 40 mortos.

    A afirmação do defensor veio em entrevista à Rádio Nacional, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). Barbosa defendeu uma revisão na Lei de Execução Penal, de forma a priorizar penas alternativas à restrição de liberdade.

    “Precisamos rever a política criminal em nosso país. O encarceramento já se mostrou ineficaz e percebemos que colocar as pessoas nas cadeias por qualquer motivo só alimenta e aumenta o poder das facções organizadas, fortalecendo o exército de criminosos associados ao tráfico”, acrescentou o defensor público-geral. “Nosso receio é de que esta briga de facções que hoje ocorre às claras dentro dos presídios e silenciosamente fora, venha a se tornar uma guerra explícita também nas ruas”, disse Barbosa, horas antes da confirmação de novas mortes no estado.

    Mortes 

    O número de mortos em quatro unidades prisionais de Manaus chegou a 46 no fim da tarde desta segunda-feira (27). As mortes foram registradas no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), no Centro de Detenção Provisória Masculino 1 (CDPM 1), na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj).

    Na UPP, localizada na Zona Leste de Manaus, as mortes foram confirmadas pelo diretor adjunto da unidade, Francisco Cândido, e pelo coronel Jorge Alves, da Polícia Militar. Os mortos foram identificados como Anderson Barros de Oliveira, Jhon Wagner Souza da Silva, Orlanildo de Souza Alves, Robson Rodrigues do Reino, Paulo Roberto Nascimento Ferreira da Silva e Emerson Matheus Pinto da Silva.

    *Com informações da Agência Brasil

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