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    Presídios


    Após chacina, Governo não abrirá concurso para agente penitenciário

    Recomendação foi feita pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) na última segunda-feira (27), depois da morte de 55 detentos do sistema prisional do Estado

    Wilson Lima ainda ressaltou que o governo não avaliou se a Umanizzare teria culpa ou não no massacre ocorrido no Compaj
    Wilson Lima ainda ressaltou que o governo não avaliou se a Umanizzare teria culpa ou não no massacre ocorrido no Compaj | Foto: Lucas Vítor Sena/EM TEMPO

    Manaus - O governador Wilson Lima afirmou, na tarde desta terça-feira (28), que o Estado não deve abrir novos concursos para o cargo de agente penitenciário. A informação foi divulgada durante entrevista na sede do Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no Aleixo, Zona Sul de Manaus.

    A recomendação de abrir o concurso para agente penitenciário foi feita pelo Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) na última segunda-feira (27). Lima, entretanto, disse que o Estado não tem condições legais de abrir o certame no presente momento. “Estamos no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal, e a LRF nos impede de abrir novos concursos”, argumentou.

    Além da afirmação de não abrir novos concursos, Wilson Lima divulgou que o contrato com a empresa Umanizzare termina no próximo sábado (1°), e que uma nova licitação já está sendo desenhada. A empresa, no entanto, continuará prestando serviços até a contratação efetiva de uma nova empresa.

    "Desde janeiro estamos formatando uma nova licitação para a contratação de uma nova empresa. Neste momento já estamos fazendo a cotação de preços entre algumas. Teremos um período de transição, porque não podemos trocar a empresa bruscamente, e aí sim a nova empresa assume", completou.

    Culpa

    Wilson Lima ainda ressaltou que o governo não avaliou se a Umanizzare teria culpa ou não no massacre ocorrido no Compaj. Segundo o governador, o que impediu que a chacina fosse maior foi a atuação do Grupo de Intervenção Penitenciária. Ele ainda contestou a afirmação de que um preso comum no Amazonas custaria o dobro do que nos outros estados da Federação. 

    "Estamos apenas seguindo as recomendações que o Ministério Público nos fez. Além do mais, nós avaliamos e vimos que esse custo do preso, na verdade, está bem próximo de vários outros estados da Federação. Estamos seguindo apenas as recomendações do Ministério Público, coisa que nenhum outro governo teve coragem de fazer antes", completou.

    Edição: Isac Sharlon

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