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    Manifestação pela Educação


    Ato contra o contingenciamento das verbas da educação reune 25 mil

    A manifestação, composta por professores e estudantes, percorreu as ruas do Centro de Manaus

    Manifestantes gritavam palavras de ordem contra os contingenciamentos de recursos na educação
    Manifestantes gritavam palavras de ordem contra os contingenciamentos de recursos na educação | Foto: Leonardo Mota

    Cerca de 25 mil pessoas se reuniram na tarde desta quinta-feira (30), no Centro de Manaus em um ato contra os contingenciamentos de recursos na educação no país, propostos pelo Presidente Jair Bolsonaro. A manifestação percorreu as ruas do Centro, começando pela Praça da Saudade, seguindo até a Praça do Congresso. 

    Segundo organização do ato, cerca de 25 mil pessoas estavam presentes na manifestação
    Segundo organização do ato, cerca de 25 mil pessoas estavam presentes na manifestação | Foto: Leonardo Mota

    De acordo com a organização do evento, cerca de 25 mil pessoas participaram do ato, tomando as ruas do Centro de Manaus. A manifestação, composta por professores e estudantes, é contrária ao congelamento de R$ 1,7 bi dos recursos de 63 universidades e de 38 institutos federais de ensino.  O montante corresponde a 24,84% dos gastos não obrigatórios e 3,43% do orçamento total das instituições de um total de R$ 49,6 bilhões.

    Para o estudante de Ciências Contábeis, Thiago Félix, a educação é o futuro de nação. "Temos que garantir o futuro, que passa pela educação. Todo e qualquer corte afetam isso e não podemos permitir”, disse.

    Ele pede ainda uma maior valorização da educação no país. ''Precisamos garantir educação, desde a base, até universidade. A garantia da educação passa pela valorização dos professores e de maiores investimentos. Dinheiro na educação não é gasto, é investimento''.

    Presidente do Conselho Federal de Economia, Wellington Leonardo, presente no ato.
    Presidente do Conselho Federal de Economia, Wellington Leonardo, presente no ato. | Foto: Leonardo Mota

    O atual presidente do Conselho Federal de Economia (Cofecon), Wellington Leonardo da Silva, também participou da manifestação e declarou que querem destruir o país. “Não é reforma, é destruição da previdência da República. O único segmento que irá lucrar, são os banqueiros. Bradesco e Itaú devem mais de meio milhão para a previdência. Os devedores do INSS, mais de 400 bilhões. Destruíram nossos sindicatos e agora querem privatizar nossas empresas”, finalizou.

    Amazonas

    Além das críticas ao governo de Bolsonaro, os manifestantes também criticaram o prefeito Arthur Virgílio e o governador, Wilson Lima. Para o prefeito, os gritos eram de “Arthur, pode esperar, a sua hora vai chegar”. Para Wilson Lima, os manifestantes repetiam efusivamente “Fora Wilson Lima”.

    Luta pela educação

    Durente todo o percurso livros eram exibidos pelos manifestantes
    Durente todo o percurso livros eram exibidos pelos manifestantes | Foto: Leonardo Mota

    Durante o ato, era perceptível muitos manifestantes portando livros em suas mãos, como em forma de defender a educação dos recentes cortes sofridos, do ponto de vista financeiro.

    A manifestação foi uma preparação para a greve geral marcada para o dia 14 de junho. A mobilização nacional vai reunir trabalhadores e movimentos sindicais contra a reforma da Previdência. 

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