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    Manifestação


    Mais de 200 pessoas participam da Marcha da Maconha em Manaus

    A programação conta atrações culturais e deve seguir até às 22h deste sábado (1°)

    O evento é promovido pelo Coletivo Marcha da Maconha Manaus,
    O evento é promovido pelo Coletivo Marcha da Maconha Manaus, | Foto: Daniel Landazuri

    Manaus - Após percorrerem as principais ruas do Centro da capital amazonense, durante a Marcha da Maconha 2019, mais de 200 manifestantes se reuniram na avenida Igarapé de Manaus, onde debateram a descriminalização e legalização da substância.  A programação conta com atrações culturais e deve seguir até às 22h deste sábado (1º). 

    O evento é promovido pelo "Coletivo Marcha da Maconha Manaus". Segundo uma das organizadoras, a professora Silva Ribeiro de Moraes, de 33 anos, um dos objetivos do movimento é conscientizar a sociedade sobre a importância do uso medicinal e recreativo.

    "Não estamos aqui para fazer apologia, não queremos incentivar o uso, mas objetivo geral é conscientizar. É uma luta polêmica, porém uma pauta necessária, sou professora do ensino médio e já tive alunos que morreram por conta de guerra do tráfico e não queremos ver a nossa juventude morrendo por causa de uma planta. Não lutamos pela legalização de todas as drogas e sim da maconha, pois essa substância tem benefícios", disse Silva. 

    Amigas Bárbara e Jaqueline
    Amigas Bárbara e Jaqueline | Foto: Daniel Landazuri

    Na próxima quarta-feira (5), o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, deve julgar se é crime o porte de drogas para uso pessoal. Em protesto, os manifestantes também defenderam o plantio caseiro da Maconha. 

    "Como nosso cenário político anda opressor precisamos mostrar para as pessoas que a maconha não é tão criminalizada como as pessoas enxergam. Ela pode servir tanto para alimentos, medicina e outras diversas utilidades", relatou a engenheira civil Jaqueline, de 24 anos. 

    "No momento político que vivemos, com o país entregue para corrupção e milícias. O tráfico sendo cada vez mais fomentado e violentando a população. Acredito que está na hora do Brasil começar a enfrentar esse diálogo da descriminalização, da legalização da maconha para fins recreativos e medicinais", justificou a historiadora Bárbara, de 31 anos. 

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