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    Saúde


    FVS-AM confirma seis casos de Doença de Chagas em Uarini

    Até maio deste ano, 12 casos foram notificados no Estado

    Divulgação
     

    Sobe para seis o número de casos confirmados de Doença de Chagas Aguda de Transmissão Oral procedentes de Uarini (a 565 quilômetros a oeste de Manaus), a informação é da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) nesta segunda-feira (10). Três pacientes receberam alta médica no Hospital de Uarini e outros três seguem em tratamento na Fundação de Medicina Tropical Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), em Manaus.

    Nesta segunda-feira, foi realizada a reunião de alinhamento de Resposta Rápida para o Surto de Doença de Chagas em Uarini com a equipe que esteve no município, das áreas de vigilância ambiental, sanitária, epidemiológica, diagnóstico laboratorial e assistência.

    Na ocasião, a coordenadora do Centro de Informações Estratégicas e Resposta em Vigilância em Saúde (CIEVS), da FVS-AM, Liane Souza, que esteve in loco em Uarini, disse que os sintomas frequentes dos pacientes são febre, cefaleia, fraqueza nas pernas e linfonodomegalia (aumento do tamanho dos lifonodos).

    “Os casos confirmados estavam distribuídos em duas crianças (com idade entre 7 e 9 anos); dois adolescentes (entre 14 e 17 anos) e dois adultos (entre 29 e 39 anos), oriundos de quatro famílias distintas que relataram o consumo de açaí de três pontos de venda diferentes, sendo os fornecedores procedentes das comunidades que ficam à margem do rio Solimões”, disse.

    Durante a visita da equipe da FVS, foram realizados 210 exames parasitológicos em comunitários de Uarini, e apenas um apresentou resultado positivo, além disso, foram coletadas 40 sorologias de familiares dos casos confirmados. 

    Boletim Epidemiológico 

    Até maio deste ano, 12 casos foram notificados no Estado. Em 2018, foram 89 casos notificados da Doença de Chagas no Amazonas.

    A Doença de Chagas Aguda de Transmissão Oral é uma doença infecciosa grave, causada por um protozoário conhecido por Trypanosoma cruzi, que é transmitido pela ingestão de alimento contaminado com os parasitas presentes nas fezes dos insetos vetores, chamados de barbeiros. O período de incubação, ou seja, o tempo que os sintomas começam a aparecer, a partir da infecção, varia de três a 22 dias na forma de transmissão oral.

    Transmissão

    A FVS-AM alerta para os riscos de contaminação de alimentos por parasita Trypanossoma cruzi, principal transmissor da doença, principalmente na hora da compra, preparação, conservação e consumo de alimentos. No Amazonas, a principal forma de transmissão da doença se dá por meio de ingestão de suco de açaí contaminado.

    É preciso observar as condições de higiene dos manipuladores da fruta do local de venda. A FVS-AM ressalta que, além do açaí, outros alimentos também podem estar envolvidos na transmissão oral do parasita, como frutas, vegetais e respectivas preparações (como suco de cana de açúcar, buriti, bacaba); além de carne crua, sangue de mamíferos silvestres e leite cru.

    Sintomas

    Os doentes podem apresentar um quadro de febre constante, inicialmente elevada, diarreia, vômito, dores de cabeça e musculares. Casos complicados podem evoluir com manifestações cardíacas, além do comprometimento do fígado e do baço.

    O diagnóstico precoce e o tratamento imediato previnem as formas crônicas da doença e a ocorrência de óbitos. A principal forma de prevenção é evitar que o inseto forme colônia nas frestas de telhados e paredes. Além disso, no caso de consumo de produtos in natura, é necessário conhecer bem a procedência do alimento. O tratamento da doença é disponibilizado em todas as unidades da rede pública de saúde.

    *Com informações da assessoria

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