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    Saúde


    Mãe denuncia máquina de exame danificada no Hospital Francisca Mendes

    Segundo a mãe de uma paciente de apenas um ano, alguns pacientes estão esperando pelo exame de ecocardiograma há mais de um mês. Hospital diz que não tem previsão para o conserto da máquina

    Novos exames de ecocardiograma não estão sendo marcados no HUFM por causa da máquina danificada | Foto: Divulgação

    Manaus - Uma máquina de ecocardiograma do Hospital Universitário Francisca Mendes (HUFM), localizado na Zona Norte de Manaus, está danificada e comprometendo a alta médica de pacientes internados na unidade. O caso foi revelado à equipe de reportagem do EM TEMPO nesta quarta-feira (12) pela mãe de uma paciente de apenas um ano de idade, que preferiu não se identificar.

    Segundo a mãe, a própria filha, que é portadora de Síndrome de Down, está dependendo do exame desde a última segunda-feira (10), mas o exame não foi realizado até o momento. Ela conta que o marido foi à Ouvidoria da unidade reclamar uma posição, porém não recebeu retorno.

    "A minha filha fez uma cirurgia de comunicação interventricular, porque ela sofre de hipertensão pulmonar. A cirurgia foi um sucesso, mas ela precisa desse exame pra poder pegar alta. Enquanto isso, ela fica aqui exposta a bactérias e correndo risco de pegar alguma infecção, depois de ter feito uma cirurgia de risco", diz.

    A mulher disse ainda que a filha não é a única paciente que está aguardando o exame de ecocardiograma. De acordo com ela, mais de dez mães também estão esperando para que os filhos façam o exame e sejam liberados. Ela relata que o hospital não está marcando novos exames de ecocardiograma justamente porque a máquina está quebrada.

    "Junto comigo, tem uma mãe que está aqui há mais de três meses, também esperando esse exame, só que não dão nenhum retorno pra gente. A maioria das crianças que está aqui internada está correndo risco de infecção por causa de um equipamento. Tem funcionários e pais que têm medo de falar porque tem medo de represálias, mas eu acho que a verdade precisa ser dita, porque tem criança que está morrendo aguardando por cirurgia e exames", completa. 

    Posicionamento

    A reportagem do EM TEMPO entrou em contato com a assessoria de comunicação da Secretaria de Estado de Saúde, mas até a publicação desta matéria, não recebeu  retorno. O espaço está aberto para a manifestação da secretaria.

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