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    Greve geral


    Em Manaus, movimentos participam de greve nesta sexta (14)

    Entre as reivindicações dos grupos está o plano de Governo para a Reforma da Previdência e a proposta de cortes de verbas federais para universidades públicas

    Centrais sindicais, trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais reunidos no auditório da Adua | Foto: Marcely Gomes

    Manaus - Sindicatos, centrais sindicais e movimentos sociais realizam manifestação, nesta sexta-feira (14), em prol da Greve Geral que é contra as medidas propostas pelo Governo Federal a respeito da Reforma da Previdência, que tramita no Congresso Nacional sob orientação do presidente da República, Jair Bolsonaro. Entre as reivindicações dos grupos, está a posição contrária aos cortes de investimentos à educação nas universidades e institutos públicos, proposto pelo Ministério da Educação.

    A reunião entre os movimentos ocorreu, na manhã desta quinta-feira (13), no Auditório da Seção Sindical dos Docentes da Ufam (ADUA-SSind), no campus  da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), no bairro Coroado, Zona Leste.

    A presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Amazonas (CTB-AM), Isis Tavares, afirmou que as categorias dos servidores do ensino público estadual e municipal irão aderir a manifestação paralisando todas as atividades.

    Presidente da CTB-Amazonas, professora Isis Tavares
    Presidente da CTB-Amazonas, professora Isis Tavares | Foto: Marcely Gomes

    “Nós temos uma propaganda massiva do Governo, com milhões pagos com o nosso dinheiro, grana que o Governo diz não ter. A Reforma vai penalizar quem recebe apenas o salário mínimo, como viúvas e pessoas mais velhas. O país precisa investir em emprego, pois há 14 milhões de desempregados. Isso faz com que pessoas se empreguem com trabalhos extremamente indignos”.

    O presidente da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Amazonas (Adua), Marcelo Vallina, afirmou que a liberação da verba de R$ 38 milhões para a universidade, pelo Ministério da Educação (MEC), pode ser vista como uma tentativa de diminuir o movimento, pois as universidades e institutos federais vêm sofrendo gradativamente cortes de investimento.

    Presidente da Adua, professor Marcelo Vallina
    Presidente da Adua, professor Marcelo Vallina | Foto: Marcely Gomes

    “Nós estamos lutando por mais recursos para educação, queremos 10% PIB para educação pública. Essa liberação de verba pode ser vista como uma tentativa de diminuir o impacto da greve geral, porém a situação da universidade e da educação básica não permite nenhum recuo", pontuou Vallina.

    Ainda segundo o presidente da Adua, o Governo está dificultando o ensino, a pesquisa e a extensão em todas as universidades e institutos federais. "Temos que pensar que essas instituições federais produzem 95% das pesquisas científicas e produção de conhecimento no país”, explicou.

    Greve geral

    A concentração do ato acontece nesta sexta-feira (14), às 15h, na Praça da Saudade, localizada na rua Simão Bolívar, bairro Centro, Zona Sul de Manaus. O percurso da manifestação não foi divulgado.

    Dentre os sindicatos, associações estudantis e movimentos populares estarão presentes, como a União Geral dos Trabalhadores (UGT), Nova Central, Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Central Sindical Popular Conlutas (CSP-Conlutas), Central Única dos Trabalhadores (CUT).

    Edição: Isac Sharlon

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