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    Cheia do rio Negro prejudica comerciantes no Centro de Manaus

    O nível do rio já ultrapassou a cota máxima de 29,33 metros, prevista para a cheia deste ano, e a do ano passado

    Os comerciante sentem o prejuízo | Foto: Marcely Gomes

    Manaus - Comerciantes da rua dos Barés, localizada no Centro de Manaus, enfrentam dificuldades devido a enchente do rio Negro. Segundo eles, comparado ao período da seca, o número de vendas caiu mais da metade. O nível do rio já ultrapassou a cota máxima de 29,33 metros, prevista para a cheia deste ano, e a do ano passado.

    O gerente da ‘Alho Dourado’, fornecedora de temperos para todo o mercado de Manaus, que pediu para não ter o nome divulgado, conta que a principal dificuldade é de transportar as mercadorias, pois os carros já não entram mais na rua por estar coberta pela água.

    Área de navegação do Porto de Manaus
    Área de navegação do Porto de Manaus | Foto: Marcely Gomes

    “Às vezes é complicado até para crianças passarem. A água já chegou no nosso estoque e molhou algumas mercadorias. Tivemos que colocar as caixas por cima de vários pallets para água não alcançar. Nosso escritório é de MDF e, como a gente sabe, pegou água já perde”, ressaltou Jonathas.

    Quem também sente o prejuízo é o comerciante Alessandro Oliveira. Ele que trabalha como fornecedor de bananas diz que já perdeu algo em torno de R$ 7 mil devido a cheia.

    “A caixa de banana custa R$ 55. Quando está seco, vendemos em torno de 200 a 300 caixas, mas agora o máximo que conseguimos vender é 70 caixas. Nesse mês a venda caiu bastante. Estamos levando algumas caixas para a rua principal e vendendo por lá. Mas com esse ritmo, para não estragar a mercadoria, vamos ter que baixar o preço”, contou Alessandro. 

    Engenheiro civil, Valderino Pereira, responsável pela medição do rio Negro
    Engenheiro civil, Valderino Pereira, responsável pela medição do rio Negro | Foto: Marcely Gomes

    Ultrapassou cota de emergência 

    Segundo o engenheiro do Porto de Manaus, responsável pela medição diária do rio Negro, Valderino Pereira, de sábado (15) até segunda-feira (17), o rio subiu 5 centímetros, chegando a cota de 29,39 metros. Ou seja, o rio ultrapassou a cota de emergência decretada pela Prefeitura de Manaus, que era de 29,33 metros

    “A expectativa é o que o nível das águas diminuía no início de julho. Acreditamos que esse ano, talvez, não chegue ultrapassar essa faixa", avaliou Valderino.

    Cheia do Rio Negro prejudica comerciantes no Centro de Manaus
    Cheia do Rio Negro prejudica comerciantes no Centro de Manaus | Foto: Marcely Gomes

    Ainda conforme o engenheiro, a cota desse ano já ultrapassou a do ano passado, que foi de 28,38 metros. Porém não é tão alarmante se comparada ao nível registrado em 29 de maio de 2012, cota que chegou a 29,97. A mínima histórica foi de 13,63 metros em outubro de 2010.

    Por outro lado, segundo o engenheiro, o nível atualmente do rio Negro beneficia a navegação e facilita o transporte realizado por trabalhadores que precisam deixar cargas em barcos e navios comerciais.

    Água invadiu o galpão de uma distribuidora
    Água invadiu o galpão de uma distribuidora | Foto: Marcely Gomes

    Situação de emergência

    No dia 3 de junho, a Prefeitura de Manaus decretou situação de emergência na capital por conta da enchente. O decreto foi feito no Diário Oficial do Município.

    A prefeitura realiza ações para combater danos causados pela enchente dos rios Negro e Amazonas pelo prazo de 180 dias. Caso seja necessário, a prefeitura irá solicitar recursos do governo federal.

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