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    Educação no Amazonas


    Alunos dizem que professores faltam aulas e vendem conteúdo no CEJA

    Segundo os denunciantes, o fato ocorre no CEJA Jacira Caboclo, na avenida Constatino Nery. SEDUC-AM não se pronunciou sobre as denúncias

    Aluno procurou o EM TEMPO para relatar irregularidades que estariam ocorrendo na unidade
    Aluno procurou o EM TEMPO para relatar irregularidades que estariam ocorrendo na unidade | Foto: Reprodução

    Manaus - Quando a última greve geral dos professores foi encerrada, de 15 de abril a 25 de maio de 2019, um calendário especial foi montado para que o ano letivo dos alunos não fosse prejudicado. Nele, foi estabelecido que o conteúdo programado seria aplicado integralmente ao longo do ano, incluindo aulas aos sábados para compensar.

    Porém, alunos do Centro Educacional de Jovens e Adultos (CEJA) Jacira Caboclo, localizado na avenida Constantino Nery, denunciaram ao Portal EM TEMPO que os professores, que ministram aulas na unidade de ensino, não estariam indo trabalhar no sábado, deixando os alunos esperando quatro tempos sem aula, pois, de acordo com o denunciante - que pediu para não ter o nome divulgado - também não são liberados pela direção do centro.

    De acordo com os alunos, além do prejuízo com o conteúdo que não é repassado, também existe o prejuízo monetário. ''Ficamos três tempos sem aula, pedimos para adiantarem o nosso tempo para sermos liberados mais cedo e eles dizem que não pode ser feito isso. Sendo que apenas estamos indo gastar passagem e tempo valioso'', disse um dos alunos ao Em Tempo.

    Conteúdo sendo vendido

    De acordo com o denunciante, professores estariam vendendo apostilas para os alunos com os assuntos a serem trabalhados ao longo do ano. O que, segundo a fonte, deixa os alunos que não têm condições financeiras impossibilitados de adquirir o conteúdo trabalhado.

    ''Temos professores que vendem apostilas para fazermos o exercício e quando o aluno não tem o dinheiro para adquirir, ele fica sem fazer o exercício. O dever do professor é passar o conteúdo aos alunos, de forma gratuita, sempre. Com isso, muitos alunos estão sendo prejudicados'', desabafou o estudante.

    Unidade de ensino

    A Seduc-AM informou, por meio de nota enviada ao Portal Em Tempo, que a reposição de aulas está sendo realizada de acordo com o Calendário Oficial de Reposição regularmente aprovado pelo Conselho Estadual de Educação (CEE/AM), com o estrito cumprimento das datas de reposição visando suprir os conteúdos não ministrados no período mencionado no Calendário do Ano Letivo. 

    Sobre a possível falta de professores na unidade, a Seduc afirmou que os professores que se ausentarem das aulas de reposição estipuladas no calendário serão considerados faltosos, caso não haja justificativa médica ou documentos afins, e serão submetidos às disposições contidas no Estatuto do Servidor Público e Estatuto do Magistério. 

    O Ceja 

    Acerca das denúncias na unidade do CEJA Jacira Caboclo, a secretária afirmou que uma equipe da Coordenadoria Distrital 01 já está averiguando naquela unidade educacional a denúncia, e, caso seja comprovada, a Secretaria Adjunta da Capital tomará as providências julgadas necessárias. 

    Sobre os professores que estariam vendendo conteúdo para os alunos, privando os que não podem adquirir, a secretaria esclareceu ainda que é proibida a comercialização de material didático ou pedagógico em todas as escolas da rede estadual de ensino cujo atendimento é feito pelo Programa Nacional do Livro Didático (PNLD-FNDE). 

    Ainda conforme a SEDUC, caso seja detectado qualquer tipo de venda, será imediatamente instaurada comissão de sindicância para apuração, deliberação superior e aplicação das penalidades cabíveis. 

    Edição: Isac Sharlon

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