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    Maternidade


    Família de grávida denuncia negligência em maternidade de Manaus

    Ao passar por exames, Ana Clara foi informada que o bebê estava morto e que seria submetida a um aborto espontâneo. Entretanto, segundo o denunciante, o bebê nasceu vivo, mas morreu 25 minutos depois

    Segundo ele, a esposa Ana Clara da Cruz Monteiro, de 23 anos, chegou na maternidade com contrações fortes e sangrando bastante por das 22h30 de terça-feira (25) | Foto: Josemar Antunes

    Manaus - O picolezeiro Joabe de Souza Mar, de 36 anos, procurou o Portal Em Tempo para denunciar uma suposta negligência na maternidade Chapot Prevost, localizada no bairro Colônia Antônio Aleixo, na Zona Leste de Manaus. O fato aconteceu no dia 26 de julho deste ano. 

    Segundo ele, a esposa Ana Clara da Cruz Monteiro, de 23 anos, que estava grávida de 5 meses, chegou na maternidade com contrações fortes e sangrando bastante, por das 22h30 de terça-feira (25). Ao passar por exames, a doméstica foi informada que o bebê estava morto e que seria submetida a um aborto espontâneo. 

    "O médico fez um exame de toque e informou que o útero da minha esposa estava aberto. Depois de examiná-la, ele pediu uma ultrassonografia e disse que não havia mais nada a fazer. Segundo o médico Eduardo, ela precisava fazer o aborto espontâneo porque a criança estava mais morta do que viva", disse. 

    Entretanto, Joabe afirmou que a esposa ainda sentia o bebê mexer na barriga. Após tomar os medicamentos para provocar o aborto, a criança nasceu viva. 

    "Durante a madrugada a minha esposa disse que a criança estava mexendo e ficou com medo de algo ruim acontecer porque já tinha tomado os medicamentos. Por volta das 18h10 de quarta-feira (26), o meu filho nasceu vivo. Quatro enfermeiros viram quando ele chorou duas vezes. Depois de 25 minutos vi o feto com todos os membros completos em cima de uma balança. O meu filho ainda mexeu a mãozinha", lamentou.

    Joabe destacou, ainda, que os enfermeiros alegaram que não podiam colocar na incubadora porque não tinha mais como viver. 

    "Eu pedi para que levasse o meu filho para uma incubadora. Dois médicos vieram e disseram que estava vivo porque ainda tinha ligação umbilical. Após agonizar por 25 minutos, ele morreu. Ele nasceu com 380 gramas. A enfermeira disse que eu não podia enterrar o meu filho por estar fora do peso de 500 gramas", declarou. 

    Joabe ressaltou, ainda, que o médico prescreveu a medicação "Combiron", mas não teve acesso a nenhum documento de atendimento da esposa na maternidade. 

    Ele informou também que a esposa não recebeu tratamento ideal no Instituto da Mulher, no bairro Adrianópolis, na Zona Centro-Sul, e na Maternidade Ana Braga, no bairro Coroado, na Zona Leste.

    Conforme o relato de Joabe, a mulher estava sentido dores há aproximadamente um mês. Entretanto, segundo ele, toda vez que procuravam as unidades de saúde, as equipes relatavam que Ana Clara e o bebê estavam bem. O homem pretende acionar a justiça.

    Resposta da Susam

    Em nota a Secretaria de Estado de Saúde (Susam), informou que a paciente deu entrada na unidade já com abortamento em curso, com 19 semanas de gravidez e que a ultrassonografia realizada na admissão indicou a morte fetal. 

    A secretaria informou ainda que todos os procedimentos cabíveis foram realizados e que toda a assistência necessária foram prestadas à paciente desde a sua entrada na unidade até a alta

    Leia a nota na íntegra:

    A maternidade Chapot Prevost informou que a paciente deu entrada na unidade já com abortamento em curso. Ela tinha 19 semanas de gravidez e a ultrassonografia realizada na admissão indicou a morte fetal.

    O obstetra de plantão fez o encaminhamento para a curetagem que aconteceu no dia seguinte, com a expulsão de um feto de aproximadamente 380 gramas com características de má formação fetal e sem sinais vitais.

    Logo em seguida, foram realizados os procedimentos cabíveis para o caso como preconiza o Ministério da Saúde para òbito fetal abaixo de 500 gramas e os demais cuidados com a mãe também foram tomados.

    A maternidade informou que todas as informações foram repassadas para a família e toda a assistência necessária foram prestadas à paciente desde a sua entrada na unidade até a alta.

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