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    Fiscalizações


    Venda de queijos: Adaf responde a vendedor da Feira Manaus Moderna

    Em vídeo, vendedor da Feira da Manaus Moderna critica regras de embalagens de queijos do Amazonas e ataca o governador Wilson Lima

     As fiscalizações da autarquia se tratam de uma ação que assegura a saúde pública
    As fiscalizações da autarquia se tratam de uma ação que assegura a saúde pública | Foto: Divulgação

    Manaus - Em um vídeo que repercutiu nas redes sociais no último domingo (7), um vendedor da Feira da Manaus Moderna afirma que os comerciantes do local estão sendo proibidos de vender queijos não embalados, o que vai de encontro às demandas da população que, de acordo com o comerciante, prefere consumir queijos não embalados.  

    "O governador não tem o que fazer e agora está proibindo os fazendeiros de produzirem e venderem queijo. O povo gosta de comer queijo cortado e não esses embalados. Se ele não quer que o pessoal faça indústria, que dê melhores condições para os pecuaristas”, frisou o homem.

    Em resposta às declarações do vendedor, o governo do Estado encaminhou ao Portal Em Tempo uma nota explicativa da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf).

    Em nota, a Adaf informou que as fiscalizações da autarquia se tratam de uma ação que assegura a saúde pública, considerando que produtos de origem animal devem possuir selo de inspeção que garante a procedência do produto e que o produto atende todos os padrões higiênicos-sanitários, a exemplo do Serviço de Inspeção Estadual (SIE), onde a Adaf, no Amazonas, é o órgão regularizador.

    “O SIE tem como objetivo combater produtos impróprios à população, por meio de fiscalizações, sendo realizadas análises microbiológicas e físico-químicas dos produtos, com intuito de assegurar à segurança dos alimentos e a integridade do consumidor e prevenindo de doenças, pois o alimento que não cumpre os princípios estabelecidos são susceptíveis a apresentarem doenças, como tuberculose, brucelose, salmonelose, listeriose e entre outros”, frisou a agência.

    O órgão também afirma que as fiscalizações no local cumprem a Lei Federal 9.013, de 29 de março de 2017, a Lei n°7.889, de 23 de novembro de 1989, e a Lei Estadual 4.223, de 8 de outubro 2015.

    “A Adaf vem realizando o trabalho de fiscalização periódica para garantir a qualidade de produtos de origem animal que chegam à mesa do consumidor amazonense. Conforme a legislação, esses produtos devem ter selo de inspeção para serem comercializados e transportados”, afirma trecho da nota.

    A Adaf disse ainda que as fiscalizações já resultaram na legalização de 33 laticínios em todo Amazonas, dentre eles 11 estão regularizados para a produção de queijos. Na Adaf, há 217 processos de produtores que estão em fase de legalização, mostrando assim o interesse dos próprios produtores em oferecer à população um alimento que está dentro das normas legais e de boas práticas.

    Em relação às reclamações referentes à melhorias nas condições de industrialização de laticínios aos pecuaristas, a Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror) afirmou que atua em prol dos produtores de leite e seus derivados, através de assistência por meio de uma equipe multidisciplinar do Sistema Sepror (Idam, Adaf e ADS).

    “A Sepror promove o escoamento da produção, por meio do Programa de Regionalização da Merenda Escolar (Preme) e nas feiras da ADS. Além de buscar apoio junto às agências financeiras para aplicação de recursos no setor leiteiro, em parceria com a Agência de Fomento do Estado do Amazonas (Afeam), que oportuniza acesso ao crédito rural e a oportunidade de renegociação de dívidas em casos de inadimplências”, concluiu a secretaria em nota.

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