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    Sem aula


    Alunos de Pauini há 2 meses sem aulas por conta de obras da Seduc-AM

    Estudantes procuraram o Portal Em Tempo para denunciar a falta de informações do poder público em relação à conclusão das obras de reforma básica na Escola Estadual Frei Mário Sabino

    Alunos organizam uma manifestação, prevista para acontecer na frente da escola no próximo sábado (13)
    Alunos organizam uma manifestação, prevista para acontecer na frente da escola no próximo sábado (13) | Foto: Romário Vieira

    Pauini - Os estudantes da Escola Estadual Frei Mário Sabino, localizada no munício de Pauini (distante 925 quilômetros de Manaus) denunciaram ao Portal Em Tempo, nesta quarta-feira (10), que estão há quase dois meses sem aulas. Conforme os alunos, as atividades paralisaram no último dia 17 maio, por conta de uma reforma básica do local, e até o momento não há respostas das autoridades e da direção da escola aos alunos sobre a previsão para o retorno das aulas. 

    Uma aluna do 3º ano da instituição, que preferiu não revelar a identidade, afirmou que a direção da escola informou que a paralisação seria feita em um período de 20 dias. “Já perdemos um bimestre completo. Eles falaram que a pausa das atividades seria muito rápida, pois fariam somente ajustes como pintura, reforma nos banheiros e consertos elétricos. Por enquanto, só pintaram”, afirmou a discente. 

    Paralisação seria de 20 dias, conforme os alunos dizem terem sido informados pela direção da escola
    Paralisação seria de 20 dias, conforme os alunos dizem terem sido informados pela direção da escola | Foto: Romário Vieira

    A estudante disse, ainda, que os alunos da instituição estão organizando uma manifestação, que será realizada na frente da escola, para reivindicar a volta às aulas. ”A gente quer reunir o máximo de pessoas no próximo sábado (13) em frente à escola. Contamos com a presença dos pais e de todos os alunos”, frisou a aluna, acrescentando que a pausa das atividades traz prejuízos, principalmente, para discentes que estão prestes a fazer provas de vestibular.

    A economista Déborah Senna, de 34 anos, que é mãe de alunos da instituição, afirmou que a escola estava em situação precária, com problemas de fiação e infraestrutura e precisava de uma reforma. No entanto, a falta de previsão para o retorno das atividades tem preocupado os responsáveis.

    “Eu me sinto muito prejudicada, pois vejo a frustração dos meus filhos em querer estudar e não ter escola. Minha filha está no terceiro ano, já está se preparando para o vestibular, mas corre o risco de não concluir o ensino médio. Precisamos de uma resposta das autoridades”, concluiu a mãe.

    Em nota, a Secretaria de Estado de Educação (SEDUC-AM) informou que "que havia problemas existentes muito antes deixados por gestões passadas que comprometeram seu pleno funcionamento, necessitando de manutenções emergenciais".

    A SEDUC-AM ressaltou, ainda, que "estão sendo realizados, pelo Departamento de Infraestrutura (Deinfra), serviços de pintura e substituição de aparelhos de ar condicionados antigos por novos - trabalhos que estão previstos para serem concluídos em aproximadamente 15 dias, quando, após isso, as aulas deverão ser retomadas".

    Edição: Isac Sharlon

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