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    Operação Arquimedes


    Ex-deputado do AM nega conexão com operação da PF

    Investigado pela Polícia Federal do Amazonas (PF-AM) durante o desdobramento da "Operação Arquimedes", realizada nesta quarta-feira (10), o ex-deputado estadual Orlando Cidade, se defendeu da denúncia e afirmou não ter conexão com os fatos apresentados.

    O ex-deputado diz que não possui as informações sobre o processo
    O ex-deputado diz que não possui as informações sobre o processo | Foto: Divulgação

    Manaus - Investigado pela Polícia Federal do Amazonas (PF-AM) durante o desdobramento da "Operação Arquimedes", realizada nesta quarta-feira (10), o ex-deputado estadual Orlando Cidade, se defendeu da denúncia e afirmou não ter conexão com os fatos apresentados.

    A ação que contou com o apoio do Ministério Público Federal (MPF-AM) e teve como objetivo desarticular um esquema de corrupção responsável por extração ilegal de madeira na floresta amazônica. 

    Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão. Os alvos foram uma cooperativa de piscicultores, agricultores, produtores rurais e extrativistas, o escritório da empresa, município de Manacapuru (a 80 km de Manaus), e a casa do ex-deputado, na capital. 

    Na investigação Orlando Cidade é apontado como um dos responsáveis pela cooperativa. De acordo com a PF, quando era deputado estadual, teria atuado em favor de possíveis irregularidades.

    Deputado nega

    Em nota, o ex-parlamentar informou que não possui vínculos com os fatos ou agentes investigados pela "Operação Arquimedes". Ele ressalta, ainda, que não possui as informações sobre o processo.

    "Orlando Cidade provará por todos os meios legais sua inocência, idoneidade moral e ilibada conduta com a qual luta pelo setor primário do Amazonas e, desde já, se coloca à disposição das autoridades para quaisquer esclarecimentos", diz a nota. 

    Indícios 

    De acordo com o Procurador da República Leonardo Galiano, durante as investigações foram identificados alguns diálogos telefônicos no qual existe uma interlocução do ex-deputado e servidores públicos e particulares. 

    "Por conta dessa interferência sobre o processo judicial em curso e também associação de servidores com intuito de elaboração de documentos falsos e licenciamentos fraudulentos foi necessária a obtenção desse aprofundamento investigativo”, disse Galiano.

    Irregularidades em Fiscalizações

    Após as ações os órgãos discutiram estratégias de enfrentamento conjunto dos ilícitos identificados na Operação Arquimedes, bem como reforço e aprimoramento da fiscalização estatal sobre infrações e crimes envolvendo o comércio exterior e de cabotagem que transitem pelo Amazonas. 

    "Vamos intensificar trabalhando cada vez mais em conjunto com a Receita Federal de modo que possamos melhorar o grau de confiabilidade das atividades portuárias em Manaus. Isso não é uma exclusividade do porto da capital amazonense, no mundo todo existe esse desafio dos portos para coibir práticas de crimes no meio do comercio ilícito", informou o superintendente da Policia Federal do Amazonas, Alexandre Saraiva. 

    Operação Arquimedes 

    A operação, que começou a partir de alerta feito pela Receita Federal e Ibama, em 2017, ao verificar aumento incomum do trânsito de madeira pelo Porto Chibatão, em Manaus, investiga a corrupção entre servidores de órgão ambiental estadual, engenheiros ambientais, detentores de planos de manejo e proprietários de empresas madeireiras.

    A segunda fase da operação foi realizada em abril deste ano. Na ocasião, um ex-superintendente do Ibama, José Leland Juvêncio Barroso, foi preso durante a ação. Ao todo, foram 26 pessoas presas e 109 mandados de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal.

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