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    Nova contratada


    Após massacres, Umanizzare deixa gestão do Compaj no Amazonas

    Uma empresa da Bahia assumiu a gestão da cadeia até o processo licitatório ser lançado

    Compaj fica localizado no km 8 da BR-174 | Foto: Arquivo Em Tempo

    Manaus - Após 5 anos de cogestão, 

    dois massacresque resultaram na morte de 71 detentos dentro do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), a empresa Umanizzare deixou a administração da unidade prisional. Uma empresa de Salvador assumiu a gestão da cadeia, no dia 10 deste mês, após o Governo do Amazonas dispensar licitação no valor de R$ 32.009.076,00.

    Em 2017, na segunda maior matança da história do país em unidades carcerárias, 64 detentos foram assassinados nos presídios do estado. Somada a mais recente chacina, ocorrida no final do mês de maio de 2019, o Amazonas totaliza 119 presos mortos em presídios, todos durante a administração da Umannizzare.

    Entrada do ramal onde fica localizado o completo penitenciário
    Entrada do ramal onde fica localizado o completo penitenciário | Foto: Izaias Godinho

    Isto significa que em dois anos, o número ultrapassou o registrado no maior assassinato em série ocorrido em presídios no país, em 1992 no Carandiru, em São Paulo (SP), quando 111 detentos foram mortos. 

    Nova cogestão

    Com o fim do contrato, uma nova empresa já foi contratada para realizar a gestão de transição, até nova licitação ser lançada. A empresa da Bahia, Reviver Administração Prisional Privada Ltda, foi contratada em caráter emergencial, com a previsão do lançamento do novo processo licitatório estar previsto para o mês de agosto.

    Reviver faz palestra de apresentação em Manaus
    Reviver faz palestra de apresentação em Manaus | Foto: Divulgação

    De acordo com a Secretária de Estado de Administração Penitenciária (Seap), a empresa deve realizar a cogestão até janeiro de 2020, quando costumeiramente são assinados os novos contratos do governo.

    Ainda de acordo com a Seap, a empresa está realizando a gestão do presídio desde o dia 10 de julho e aguarda o lançamento do edital para a contratação da nova coadministradora das unidades prisionais.

    Umannizzare

    A empresa era responsável por realizar a alimentação dos presos, algo em torno de 14 mil marmitas por dia, levando em conta os mais de 4,6 mil internos que eram administrados pela cogestão, em todos os presídios do AM. Sendo assim, mensalmente, a Umanizzare movimentava 415 mil marmitas por mês nas unidades prisionais do Estado.

    André Caires, diretor jurídico da Umannizzare, durante exclusiva ao EM TEMPO
    André Caires, diretor jurídico da Umannizzare, durante exclusiva ao EM TEMPO | Foto: Leonardo Mota

    ''Nos próximos meses, se não renovarmos, não teremos presídios no Amazonas, pois os contratos estão se encerrando [Compaj e UPI já encerraram]. Assim, estamos cumprindo o processo de transição esperando que a nova licitação ocorra, sendo a nossa empresa selecionada ou não'', afirmou André Caires, diretor jurídico da Umannizzare, durante entrevista ao Portal Em Tempo no dia 6 de junho deste ano.

    Governo

    O Governo anunciou que o contrato com a Umanizzare não será renovado, inclusive, com a empresa sendo substituída, em caráter emergencial, até que o edital de licitação seja publicado e o processo de licitação tendo início. Com isso, a Reviver foi contratada para fazer a cogestão do Compaj, até que a nova licitação seja concluída.

    Em nota enviada pela assessoria de imprensa, o governo explica a contratação da empresa em caráter emergencial. “O governo decidiu não renovar mais o contrato com a Umanizzare e, para manter a gestão da unidade, era necessário contratar emergencialmente uma nova empresa, até que a licitação aconteça,  o que demanda muito mais tempo'', finaliza a nota.

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