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    Moradia


    Mais de 150 pessoas invadem terreno no Aleixo, em Manaus

    Ocupações irregulares de terras têm sido um problema frequente em várias localidades de Manaus

    Os invasores demarcaram vários lotes dentro do local | Foto: Leonardo Mota
    •  Manaus - As ocupações irregulares de terras têm sido um problema registrado com frequência em várias localidades em Manaus. O Portal Em Tempo esteve na manhã desta terça-feira (16) em um terreno, localizado entre as ruas Belo Horizonte e Severiano Nunes, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul da capital, onde mais de 150 pessoas demarcaram vários lotes no local.

    Conforme os policias da 16ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), o terreno pertence a uma grande rede de supermercados da capital.

    Policiais militares da16ª Cicom estiveram no local
    Policiais militares da16ª Cicom estiveram no local | Foto: Izaías Godinho

    Uma dona de casa, que preferiu não se identificar, afirmou que o terreno está abandonado há mais de 50 anos e acrescentou que as ocupações iniciaram na última sexta-feira (12).

    "Muitas famílias que estão aqui vivem de aluguel e algumas não têm para onde ir. Além de brasileiros, há haitianos e venezuelanos construindo casas no local. Os representantes dessa empresa, que afirma ser dona do terreno, dizem que têm os documentos, mas não mostram”, frisou a moradora.

    A reportagem esteve no local e constatou que, em várias partes do terreno, as famílias demarcaram com pedaços de madeira os espaços que seriam ocupados. Além disso, placas com nomes e números de telefone também foram utilizadas para dividir e identificar os espaços. Um dos representantes da rede de supermercado, que preferiu não se identificar, afirmou que a empresa iria realizar um procedimento de terraplanagem no local ainda nesta nesta terça.

    No local, alguns ocupantes mostraram vários remédios encontrados em uma parte do terreno que haviam sido enterrados
    No local, alguns ocupantes mostraram vários remédios encontrados em uma parte do terreno que haviam sido enterrados | Foto: Leonardo Mota

    Remédios enterrados 

    Moradores relataram que encontraram vários remédios enterrados no local. O terreno, segundo eles, estava abandonado. “Quando chegamos aqui o terreno estava todo no mato. Um representante da empresa trouxe quatro policiais da Rocam e hoje retornaram novamente para colocar medo na gente”, frisou um ocupante.

    De acordo com o supervisor de área da 16ª Cicom, 1º tenente PM Assef Rocha, a empresa vai solicitar um mandado judicial para que seja feita a reintegração de posse. 

    Conforme o tenente, os proprietários do terreno devem apresentar aos invasores um documento que comprova a propriedade do local. “O trabalho da polícia foi de orientação, para que os invasores e os proprietários do terreno não entrem em conflito. Não podemos retirá-los de forma arbitrária”, frisou o policial.

    Outro caso

    A Semmas instalou placas para sinalizar que o local é uma área verde e o município tem realizado a preservação ambiental do espaço
    A Semmas instalou placas para sinalizar que o local é uma área verde e o município tem realizado a preservação ambiental do espaço | Foto: Leonardo Mota

    Outra denúncia de tentativa de invasão foi registrada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) em um terreno, localizado na avenida das Flores, Zona Norte de Manaus.

    A Semmas instalou placas para sinalizar que o local é uma área verde e o município tem realizado a preservação ambiental do espaço.

    Antônio Kleber, um dos membros da associação dos moradores do bairro Vila da Barra, Zona Norte da capital, frisou que as invasões podem resultar em aumento significativo no tráfico de drogas e que as denúncias foram realizadas em conjunto com líderes comunitários.

    Além da Semmas, os policiais da 15ª Cicom e o Grupo Integrado de Prevenção a Invasões em Áreas Públicas (Gipiap) estiveram no local
    Além da Semmas, os policiais da 15ª Cicom e o Grupo Integrado de Prevenção a Invasões em Áreas Públicas (Gipiap) estiveram no local | Foto: Leonardo Mota

    “Nos reunimos com os representantes do conjunto Carlos Braga e do Galileia, emitimos um documento e encaminhamos aos órgãos competentes”, disse o morador, acrescentando que o local é um corredor ecológico e necessita de preservação.

    Além da Semmas, policiais da 15ª Cicom e o Grupo Integrado de Prevenção a Invasões em Áreas Públicas (Gipiap) estiveram no local para dar apoio às ações de preservação e para coibir o avanço das invasões.

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