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    'Vida por Vidas'


    Doadores de sangue expressam sentimentos ao salvarem vidas no Amazonas

    Para uns é apenas um gesto voluntário, para outros é uma ação de solidariedade, que transforma e cria laços na luta em favor da vida

    Carteirinha do doador de sangue, que poder emitida pelo Hemoam
    Carteirinha do doador de sangue, que poder emitida pelo Hemoam | Foto: Reprodução

    Manaus - Muitas pessoas se questionam sobre a importância e o valor em doar sangue. Para uns, apenas um gesto voluntário, para outros uma ação de solidariedade, que transforma e cria laços na luta em favor da vida - não só para quem doa, mas principalmente para quem recebe.  

    Há voluntários que, além de doar, trabalham com a ideia do incentivo à comunidade local, utilizado o argumento de que não se trata apenas de doar, pois a proposta é fazer o bem sem olhar a quem.

    Com esse sentimento, Marcondes Santos, 44 anos, doador ativo, contabilizou 28 doações até este mês de julho - faltando apenas duas para entrar para a categoria ouro de doadores. Ele publicou recentemente em um perfil pessoal no Facebook, em que destacou não só a valorização da vida e a importância de ajudar o próximo. Fez mais que isso, em tom de humor incentivou outras pessoas tornarem-se também doadoras, além de citar algumas vantagens oferecidas para quem já exercita a prática solidária. Confira a publicação:

    Post publicado no dia
    Post publicado no dia | Foto: Reprodução

    “Não dói, não emagrece, não afina o sangue e você ainda goza de muitos benefícios, como bateria com mais de dez exames de sangue prioridade em atendimento médico, meia-entrada em eventos culturais e esportivos e a sensação maravilhosa de que você é, de fato, sangue bom”.

    Mesmo diante das intensas divulgações de ações e campanhas nas redes sociais, que visam a adesão de mais voluntários para contribuir com o estoque de sangue no Estado, algumas pessoas ainda têm dúvidas quanto a quem pode e a quem não pode doar.

    No Amazonas, os critérios para ser um  doador são claros, de acordo com a Fundação Hospitalar de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam). É necessário ter boa saúde, pesar acima de 50 kg, não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas, estar bem alimentado, apresentar documento original de identidade com foto, ser maior de 18 anos e ter idade até 69 anos. Para quem tem acima de 16 anos, é permitidor doar, desde que acompanhado de um representante legal.

    Não podem doar

    Pessoas que já tiveram hepatite B ou C, estão gripadas ou com febre, grávidas ou lactantes, infectados com o vírus HIV, diagnóstico de Doença de Chagas, Hepatite e Sífilis. Também não é permitido quem é usuário de drogas, fez tatuagem ou piercing há menos de 12 meses ou teve relação sexual com vários parceiros nos últimos 12 meses. 

    Um ato de amor

    Para Marcondes, a doação vai além de uma ação social, é um ato de amor. “Na grande maioria dos casos, o receptor dessa doação é alguém que está passando um momento crítico na vida - na mesa de cirurgia ou em uma emergência médica - e o sangue doado pode ser a diferença para mantê-lo vivo. Quem doa sabe disso e sente o quanto está contribuindo para amenizar o sofrimento do outro”.

    A doação de sangue garante o funcionamento da cadeia de muitas ações na área da saúde. Estas doações garantem a realização de cirurgias e o atendimento nas urgências e emergências dos hospitais. Sem isso, alguns serviços podem parar - ficando a população desassistida. 

    Em média, a coleta de bolsas de sangue no Estado do Amazonas é de 3,5 mil a 4,5 mil por mês, conforme levantamento do (Hemoam).

    Para o jovem Vinicius Marialves, de 20 anos, dor sangue é uma ação voluntária, que melhora a qualidade de vida e o estado de sensibilidade das pessoas com as outras. Ele relata a experiência e relembra a primeira vez em que se tornou um doador de sangue. Hoje, conta que faz parte do projeto "Vida por Vidas" da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

    Vinicius Marialves realizando doação de sangue em julho deste ano
    Vinicius Marialves realizando doação de sangue em julho deste ano | Foto: Reprodução

    “Doei sangue pela primeira vez em 2017 e ainda não tinha a noção da importância. Logo depois, fui percebendo a necessidade, pois existem muitas pessoas que não se dispõem a ajudar. Nisso, passei a integrar o projeto por meio da igreja Adventista e me tornei um doador frequente”, relata o jovem.

    Criado em 2005, o projeto "Vida por Vidas" tem o objetivo de conscientizar cidadãos para o hábito de doar e contribuir para o suprimento das demandas nos estoques de sangue nos hospitais e hemocentros. Além de envolver os voluntários na doação de sangue, o projeto abrange mais de seis países, incluindo o Brasil. 

    Projeto "Vida por Vidas"  da Igreja Adventista do Sétimo Dia
    Projeto "Vida por Vidas" da Igreja Adventista do Sétimo Dia | Foto: Reprodução

    Edson Leda Junior, de 38 anos, também participa do projeto. No entanto, ele diz que doador desde 1999 e aproveitou a entrevista para expressar o sentimento de satisfação em ser doador.

    Edson Leda Junior doando sangue, neste ano, por meio do projeto "Vida por Vidas"
    Edson Leda Junior doando sangue, neste ano, por meio do projeto "Vida por Vidas" | Foto: Reprodução

    “Sou muito grato por ter saúde e assim poder ajudar outras pessoas. Muita felicidade em saber que outras pessoas terão vidas transformadas após uma simples doação”, enfatiza Júnior.

    Para quem deseja ser um doador, basta atender os critérios e se dirigir até a Fundação Hemoam, que fica localizada na avenida Constantino Nery, nº 4397, bairro Chapada, de segunda a sábado das 7h às 18h, levando documento original de identidade com foto.

    Edição: Isac Sharlon 

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