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    Saúde


    Médicos ameaçam paralisação em hospitais do AM por falta de pagamento

    Reunião marcada para o fim da tarde desta quarta, acabou sendo cancelada após os profissionais serem informados que não houve a liberação do auditório da Sapiens FVG

    Os profissionais de saúde estão com salários atrasados
    Os profissionais de saúde estão com salários atrasados | Foto: Divulgação/Imagem Ilustrativa

    Manaus - Médicos e enfermeiros do Sindicato dos Médicos do Estado do Amazonas (Simeam), juntamente com empresários de Empresas de Especialidades Médicas - que prestam serviços de saúde para o Governo do Estado do Amazonas - estão insatisfeitos com a crise na saúde pública, que o Estado vem enfrentando ultimamente. A situação foi repassada ao Portal Em Tempo na tarde desta quarta-feira (17).

    Por esse motivo, os grupos marcaram para o final desta tarde, nas instalações da Sapiens FGV [Fundação Getúlio Vargas], na parte interna do Amazonas Shopping, na avenida Djalma Batista, Zona Centro-Sul de Manaus, uma entrevista coletiva para divulgar dados estatísticos que apresentam o caos saúde pública no Estado. Porém, a categoria desmarcou a coletiva.

    Segundo as assessorias das empresas e do Simeam, o movimento foi surpreendido, na manhã de hoje, com a não liberação do auditório da Sapiens FVG, onde ocorreria a entrevista. Em nota, as assessorias informaram que optaram pelo cancelamento do encontro e que em breve serão informados nova data e local. 

    Na ocasião, as categorias anunciariam a suspensão progressiva dos contratos e a suspensão definitiva de todos os funcionários, até a realização de concurso público, diante da crise instaurada. 

    De acordo com material divulgado pelo Simeam, há um levantamento dos gastos do atual governo para pagamentos de débitos de exercícios anteriores a determinadas empresas com valores astronômicos (fora do comum), o quanto já foi gasto com cooperativas - que prestam serviços na área da saúde (modelo que não têm somente um dono), além de um raio-X da saúde, mostrando a superlotação, estrutura precária, falta de medicamentos, falta de material para procedimentos, dentre outros.

    Ainda de acordo com as devidas assessorias, os médicos e enfermeiros de empresas de especialidades e técnicos, que estão com os pagamentos atrasados, representam aproximadamente 5 mil trabalhadores que atuam na ponta - atendendo na urgência e emergência dos hospitais, prontos-socorros, maternidades e SPAs [Serviços de Pronto Atendimento] da capital. 

    Susam

    A reportagem procurou, na tarde de hoje, a assessoria da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam) em busca de um posicionamento sobre as denúncias apresentadas pelos movimentos. No entanto, até o final da tarde não houve respostas. 

    Edição: Isac Sharlon

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