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    Pet passa por sufoco em CCZ do IFAM na Zona Leste

    O que era para ser uma simples castração gratuita acabou se complicando e o animal passou por duas cirurgias no mesmo dia em clínicas diferentes

    Tully Jr. passou por maus bocados no que era para ser uma simples castração
    Tully Jr. passou por maus bocados no que era para ser uma simples castração | Foto: Divulgação

    Manaus - O desabafo da comerciante Leandra Seixas, 31 anos, moradora da avenida Curação, no bairro Cidade Nova, Zona Oeste de Manaus, viralizou nas redes sociais nas últimas 24 horas. Ela usou uma página pessoal para desabafar sobre um procedimento cirúrgico de castração feito em seu bichinho de estimação, chamado de Tully Jr. de oito anos, realizado gratuitamente, na carreta do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), localizado dentro do Instituto Federal do Amazonas (Ifam), na Zona Leste, na tarde desta quinta-feira(18), que quase ganha um fim trágico para a vida do animal. 

    A publicação viralizou  nas redes sociais
    A publicação viralizou nas redes sociais | Foto: Divulgação

    De acordo com Leandra, após duas horas de espera o animal foi liberado e ao chegar em casa começou a passar mal e sangrar. “O médico veterinário realizou a cirurgia em seis animais e durante a ação percebemos que ele estava agindo com muita presa e falou que tinha um outro compromisso às 14h”, contou. 

    Ainda segundo a jovem, o “filho de quatro patas” foi o primeiro a ser liberado. “Peguei ele e entrei no carro e voltei para casa, no caminho pensei que ele estava urinando. Limpei e segui viagem. Chegando em casa, ele andou um pouco, mas começou a sangrar novamente e a área suturada começou a ficar inchado”, afirmou. 

    Foi então que Leandra procurou ajuda em outro Pet Shop nas proximidades da residência dela e foi orientada a levar o animal a outro médico veterinário. 

    De acordo com a dona do animal o veterinário realizou a castração de forma grotesca com técnicas utilizadas em animais bovinos e cavalos
    De acordo com a dona do animal o veterinário realizou a castração de forma grotesca com técnicas utilizadas em animais bovinos e cavalos | Foto: Divulgação

    “Chegamos ao consultório e a médica afirmou que o meu animal não estava bem que ela teria que refazer o procedimento realizado pelo outro médico. Ela disse que teria que abrir novamente para ver como estava por dentro do corpo dele”, relatou a Leandra. 

    “Após o novo procedimento, a médica concluiu dizendo que a cirurgia anterior realizada pelo veterinário do CCZ foi feita de forma bruta. Que ele usou técnicas utilizadas em animais bovinos e em cavalos e não em um cão e que simplesmente, o médico não costurou, fez somente um nó no próprio canal onde passaria o sêmen e por fora, suturou de forma grotesca” ressaltou a autônoma. 

    Para a dona do animal o procedimento custou caro e poderia custar a vida do cãozinho. “Ele está fraco e estamos torcendo para que ele não precise de uma transfusão que custa R$400. Ou seja, o que era para ser de grátis  e bem feito está custando cerca de R$530, muito mais caro do que uma castração em uma clínica particular”. 

    Após duas cirurgias em um dia o animal voltou para casa e está se recuperando
    Após duas cirurgias em um dia o animal voltou para casa e está se recuperando | Foto: Divulgação

    Para concluir Leandra fez um apelo. "Não é a minha intensão denegrir a imagem dos profissionais, mas se você for fazer um serviço que faça bem feito, principalmente se for gratuito. Eu poderia ter pago numa clínica particular, mas e as pessoas que não tem condições de pagar um tratamento? Isso que aconteceu com a gente sirva de alerta para outras pessoas". 

    O Portal Em Tempo procurou a Secretaria Municipal de Saúde que em nota esclareceu que o Centro de Controle de Zoonoses vem trabalhando na melhoria da qualidade dos serviços prestados à população e orienta os profissionais envolvidos no sentido de padronizar os procedimentos de castração de cães e gatos em suas unidades.

    Segundo eles, ainda que na eventualidade de quaisquer intercorrências observadas em razão dos procedimentos realizados, os tutores dos animais envolvidos devem, primeiramente retornar à unidade onde a cirurgia foi realizada, caso não seja possível a resolução do problema, o usuário deve entrar em contato com a ouvidoria da Semsa através do número 3236-2287 e informar o ocorrido encaminhando arquivos que possam comprovar a veracidade dos fatos e subsidiar a apuração dos mesmos afim de que providências possam ser tomadas e o problema seja sanado com brevidade.

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