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    Dublagem


    Com raízes no Amazonas, dubladora ganha o Brasil

    Ana Lúcia Menezes conversou de forma exclusiva com o EM TEMPO e falou sobre os trabalhos de dublagem

    | Foto: Divulgação

    Manaus - Considerada uma das melhores do mundo, a dublagem brasileira é uma forma de aproximar obras estrangeiras da nossa cultura e nos apresentou, ao longo do tempo, profissionais que ultrapassaram a barreira da voz e ganharam o reconhecimento dos fãs, principalmente quando se trata de infância, onde é praticamente impossível não lembrar daquela dublagem de personagem ou filme específico.

    Entre esses nomes está Ana Lúcia Menezes. Com pouco mais de 30 anos de carreira, ela é a responsável pela versão brasileira de personagens como Po, de ‘Teletubbies’; Lupita, interpretada pela atriz mexicana Maite Perroni, na novela ‘Rebelde’; e a Murta Que Geme nos filmes ‘Harry Potter e a Câmara Secreta’ e ‘Harry Potter e o Cálice de Fogo’.

    O que poucos sabem, é que a também diretora de dublagem tem raízes amazonenses e pretende visitar a capital ainda este ano. “Meu pai, Raymundo Granjeiro, é amazonense. Já fui algumas vezes à Manaus e tenho família aí. É muito quente! Se tudo der certo, ainda este ano devo visitar a cidade novamente” conta.

    Ana começou a carreira aos cinco anos
    Ana começou a carreira aos cinco anos | Foto: Thiago Monteiro

    O pontapé na dublagem foi aos cinco anos e contou com o apoio do pai, que na época trabalhava na Herbert Richers, um dos principais estúdios de dublagem da América Latina, localizado no Rio de Janeiro. Na época, o estúdio precisava de crianças para dublar filmes e tanto Ana Lúcia quanto seus seis irmãos foram convidados a participar.

    “Eu e uma irmã mais nova nos interessamos, mas no dia apenas eu apareci no estúdio. Gostei e trabalho com isso há 30 anos”, explica.

    Ana Lúcia conta que a rotina de gravações é intensa e, por vezes, não se limita a apenas um personagem por dia. “Quando se está no mercado, não tem um horário fixo de trabalho e o dublador não se concentra em um só estúdio. Às vezes, são vários personagens em estúdios diferentes no mesmo dia”, diz.

    Se tornar um dublador requer, acima de tudo, qualificação. Menores de 16 anos devem fazer cursos de dublagem, preferivelmente com profissionais que já atuam na área. Pessoas maiores de 16 anos devem fazer um curso de teatro profissionalizante e, em seguida, obter o registro profissional de ator. O próximo passo é fazer cursos voltados para a dublagem e se colocar no mercado por meio de testes.

    Ana Lúcia conta que a rotina de gravações é intensa
    Ana Lúcia conta que a rotina de gravações é intensa | Foto: Divulgação

    Mesmo com profissionais qualificados e renomados no meio, o mercado ainda enfrenta o preconceito de quem considera a dublagem brasileira ruim. De acordo com a profissional, isso acontece devido ao surgimento desenfreado de estúdios que inserem pessoas sem experiência para dublar.

    “Infelizmente, alguns estúdios colocam pessoas sem experiência ou registro de ator, e isso interfere diretamente na qualidade da dublagem. Não se aprende em horas o que normalmente se leva anos para aprender. A dublagem brasileira é considerada uma das melhores do mundo, não se pode fazer de qualquer jeito”, declara. 

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