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    Defesa do Consumidor


    Amazonas Energia pode ser multada por falta de estrutura emergencial

    A empresa também poderá ter que disponibilizar caminhões-pipa aos moradores de Iranduba e Manacapuru, municípios afetados pelo corte de energia elétrica

    A decisão é uma resposta ao descumprimento da Amazonas Energia | Foto: Divulgação

    Manaus - A Força-tarefa de Defesa do Consumidor vai ajuizar, neste final de semana, sábado e domingo (dias 27 e 28, respectivamente), uma Tutela de Urgência, com obrigação de fazer, para exigir multa diária para a empresa Amazonas Energia, caso a concessionária não forneça energia suficiente para que as bombas d’água encham os reservatórios de água de Iranduba e Manacapuru. A ação também obriga a empresa a disponibilizar caminhões-pipa para atender tanto a população urbana quanto a rural dos dois municípios. 

    A decisão é uma resposta ao descumprimento da Amazonas Energia à recomendação da Força-tarefa, protocolizada no último dia 23, para que fosse restabelecido, em 48 horas, o fornecimento imediato de energia elétrica para as linhas de transmissão que atendem as bombas de fornecimento de água nas cidades de Iranduba e Manacapuru. A recomendação também  incluía a normalização do fornecimento da energia elétrica dos municípios, em até 48 horas.

    Há sete dias, mais de 200 mil pessoas dos dois municípios sofrem com a falta de energia elétrica e, consequentemente, de água, serviços considerados essenciais e que não podem sofrer interrupções. 

    “Promovemos uma audiência pública para dar à empresa a oportunidade de esclarecer e discutir com a população as ações em andamento para resolver o problema. Infelizmente, a Amazonas Energia não enviou nenhum representante. Desta forma, decidimos acionar a Justiça para a concessionária cumpra com suas responsabilidades, sob pena de multa”, afirmou o presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (CDC/Aleam), deputado estadual João Luiz (PRB), ao acrescentar que as pessoas não podem mais padecer com a falta dos serviços essenciais. 

    O defensor Thiago Rosas, da Defensoria Pública Especializada em Atendimento de Interesses Coletivos (DPEAIC), explicou que, hoje, apesar de todos os prejuízos acumulados nas duas cidades, a prioridade da força-tarefa é o restabelecimento de energia e água nas duas cidades. “Estamos cobrando da empresa que as bombas d’água sejam energizadas o suficiente para que encham as caixas d’água e garantam a reativação do fornecimento de água nas duas cidades. Esse é ponto inicial e principal da audiência pública realizada, hoje, na cidade de Iranduba”, destacou Rosas. 

    Para o promotor a Otávio Gomes, da 51 Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon), a ação se faz necessária em face do descaso da Amazonas Energia com a população. “A empresa, sequer, enviou um representante para ouvir a população e até mesmo os órgãos que se encontravam presente. Sendo assim, vamos acionar a Justiça contra a empresa e exigir o restabelecimento dos serviços”, disse. 

    Audiência pública 

    Na manhã desta sexta-feira (26), foi realizada uma audiência pública que contou com a participação do presidente da Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (CDC/Aleam), deputado estadual João Luiz (PRB); do defensor público Thiago Rosas, da Defensoria Pública Especializada em Atendimento de Interesses Coletivos (DPEAIC); do promotor Otávio Gomes, da 51 Promotoria de Defesa do Consumidor (Prodecon) e do gestor da Procon-AM, Jalil Fraxe, além de líderes comunitários, moradores, agricultores e comerciantes dos dois municípios. A Amazonas Energia foi convidada, mas o enviou nenhum representante. Por três horas, foram discutidos os problemas enfrentados pelo apagão em decorrência do apagão.

    *Com informações da assessoria 

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