Fonte: OpenWeather

    Codajás


    Vídeo: Codajás enfrenta 20º dia de caos sem energia elétrica

    Apagão coloca hospitais em situação crítica no município, além de 'queimar' eletrodomésticos dos moradores

    O apagão no município de Codajás (a 240 quilômetros de Manaus) completou 20 dias neste sábado (27).  A situação vem causando revolta nos moradores que sofrem com as consequências de danos morais e materiais. E desde que a situação teve inicio, não obtiveram posicionamento e respostas da empresa responsável e das autoridades. Em relato ao Portal EM TEMPO, moradores destacam que a cidade está um caos social.
    O apagão no município de Codajás (a 240 quilômetros de Manaus) completou 20 dias neste sábado (27). A situação vem causando revolta nos moradores que sofrem com as consequências de danos morais e materiais. E desde que a situação teve inicio, não obtiveram posicionamento e respostas da empresa responsável e das autoridades. Em relato ao Portal EM TEMPO, moradores destacam que a cidade está um caos social. | Foto: Reprodução

    Manaus –  O apagão no município de Codajás (a 240 quilômetros de Manaus) completou 20 dias neste sábado (27).  A situação vem causando revolta nos moradores que sofrem com as consequências de danos morais e materiais. E desde que a situação teve inicio, não obtiveram posicionamento e respostas da empresa responsável e das autoridades. Em relato ao Portal EM TEMPO, moradores destacam que a cidade está um caos social. 

    | Autor: Reprodução
     

    As perdas dos eletrodomésticos, mercadorias dos comerciantes, crianças sem aula, idosos em situação crítica de saúde, são as principais dificuldades dos moradores de Codajás, que de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estática (IBGE) divulgados em 2016, possui uma população estimada em 27.303 habitantes. A falta de energia também está comprometendo o abastecimento de água na região urbana e rural do município.

    O autônomo Sérgio Pantoja, morador do bairro São Francisco, relata que a única posição da Eletrobrás foi o envio de um documento com tabelas de horários em que a energia elétrica estaria disponível para a população. Portanto, destaca que os horários não são obedecidos pela empresa. “Todos os dias sofremos com a falta de energia elétrica. Os horários divulgados pela Eletrobrás não são cumpridos. Sofremos com assaltos e perdas materiais, como televisão e geladeira. A situação está precária”, destaca o morador.

    Uma professora de 31 anos, que não quis se identificar,  informou ao Portal Em Tempo, que a população não obteve reposta sobre o motivo que ocasionou a falta do serviço no município e, também sobre a normalização da situação. “A Eletrobras em nenhum momento informou a população o que estava acontecendo. E com isso, estamos tendo prejuízos”.

    A comerciante Lígia Cardoso, de 31 anos, conta que trabalha com a venda de alimentos. E devido a falta de energia elétrica está com dificuldade de trabalhar. "Toda a minha produção de alimentos está sendo prejudicada".

    Município esquecido

    O descaso público é maior nos hospitais para as famílias que possuem pessoas que precisam de atendimentos especiais e prioritários. Como é o caso da autônoma Fabiana Aragão e da estudante Karine Maciel. 

    Karine, 23, é moradora do bairro lagoinha e conta que possui um filho portador de Autismo. "Meu filho possui crises desde que iniciou a falta de energia. Ele não consegue dormir, tem aumento da dosagem de remédio, o que acarreta outros problemas na saúde", destaca a estudante. 

    O caso é semelhante ao da autônoma Fabiana, que possui uma avó de 95 anos de idade e que mantem a alimentação por meio de sondas. Com a falta de energia e água, a família encontra dificuldade para manter as necessidades especiais da matriarca. 

    Os moradores da Zona Rural do município também relatam que estão com a produção e criação de animais em situação crítica. Em que criações de animais e o cultivo de viveiros, de onde retiram suas rendas mensais, estão sendo prejudicados por pragas e animais predadores.


    A população de Codajás tem realizado manifestações e protestos exigindo respostas da empresa responsável pela geração de energia e normalização da situação. E na tarde deste sábado, 27, novos protestos iniciaram na cidade. 

    A Prefeitura de Codajás, informou ao Portal Em Tempo, que as medidas estão sendo tomadas junto a Justiça da Comarca do município. 

    Medidas provisórias

    Um ação civil pública movida pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM) acarretou uma decisão judicial do município. A ação civil pública destaca que desde o dia 18 de julho, a multa para a Eletrobras é no valor de R$ 50 mil por dia em que houver interrupção do fornecimento doa energia, tendo um valor limite de um milhão de reais e bloqueio na conta de diretores e presidentes. 

    Nesta quinta-feira, 25 de julho, o deputado Estadual Fausto Junior (PV) apresentou Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) uma indicação em que geradores de energia fossem instalados no município. Fausto informou ao Portal EM TEMPO que o pedido é emergencial até que haja normalização na retomada de energia. “O principal objetivo da instalação dos geradores no município é que não falte energia para os setores básicos e que precisam de total atenção como as escolas e manutenção de vacinas” destacou o deputado.

    Os trâmites necessários estão em processo e a reposta sobre a instalação dos geradores ainda não foi fornecida pelas autoridades. 

    Eletrobrás

    Em nota, a Eletrobrás informou que desde Janeiro de 2019 houve o processo de “desverticalização”, que consiste na separação dos serviços de distribuição dos de geração e transmissão de energia elétrica nos municípios de Caapiranga, Codajás, Anamã e Anorí. E que na terça-feira (23), a partir das 18h, estariam com cargas prioritárias em estabelecimento de energias e que estão prestando serviços essenciais a população.

    Leia Mais

    Receba as principais notícias do Portal Em Tempo direto no Whatsapp. Clique aqui!

    Moradores de Codajás estão há um mês sem energia elétrica

    Moradores da Compensa protestam na avenida Brasil contra alagamentos


    Comentários