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    Reintegração de posse


    Vídeo: mais de 900 famílias são retiradas de área invadida no Tarumã

    A reintegração de posse aconteceu na manhã desta terça-feira (13)

    Mais de 100 policias participaram da ação | Foto: Josemar Antunes

    Manaus - Mais de 900 famílias da comunidade Nova Jerusalém e do Assentamento dos Povos Indígenas Remanescentes, no Tarumã, Zona Oeste de Manaus, foram retiradas dos locais, na manhã desta terça-feira (13), durante reintegração de posse. A ordem judicial foi cumprida pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM).

    A ação começou por volta das 6h. Mais de 100 policiais militares do Centro de Operações Especiais (COE), Batalhão de Choque, 20ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), Cavalaria da Polícia Militar, Rondas Ostensivas Cândido Mariano (Rocam) e Companhia Independente de Policiamento com Cães (Cipcães), além do Batalhão de Trânsito da PM, participaram dos trabalhos.

    Várias famílias moravam nas comunidades
    Várias famílias moravam nas comunidades | Foto: Josemar Antunes

    Também participaram da ação as equipes do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) e Funai.

    De acordo com o capitão Ricardo leitão, do Batalhão de Choque, as duas áreas ocupadas são de propriedade particular.

     "As famílias ocupavam os dois terrenos desde 2015, sendo que uma delas já tinha sido alvo de reintegração de posse. Os proprietários solicitaram na Justiça o pedido de desocupação dessas famílias e estamos cumprindo", explicou. 

    Casas foram destruídas durante a reiteração
    Casas foram destruídas durante a reiteração | Foto: Josemar Antunes

    Durante os trabalhos, aproximadamente 200 barracos da comunidade Nova Jerusalém foram destruídos por tratores. A área era ocupada por 700 famílias. 

    Um dos líderes da comunidade, que preferiu não se identificar, disse que eles foram notificados da decisão na última quinta-feira (8). "Essas terras estavam sendo ocupadas por famílias indígenas. O dono do terreno fez uma reunião no dia 30 de junho deste com o cacique "Messias" e disse que podíamos ocupar a área, mas não poderíamos invadir mais terras e nem desmatar", disse. 

    Em ato contínuo, os policiais militares seguiram para o Assentamento dos Povos Indígenas Remanescentes do Tarumã. No local, reside 200 famílias de 20 etnias, entre elas Mura, Tukano, Apurinã, Ticuna, Uaitoto, Arapaço e Tariana.

    Uma moradora da comunidade, identificada como Sheila Tukano, disse que as famílias foram surpreendidas com a decisão, mas, segundo ela, a desocupação foi de forma pacífica. 

    Tratadores destruíram as casas
    Tratadores destruíram as casas | Foto: Josemar Antunes

    "Tramita na Justiça um pedido para permanecermos no local até a decisão do juiz. O cacique "Messias" fez um acordo com o proprietário da terra para ficarmos na área, mas vamos esperar a decisão. Não temos para onde ir", disse. 

    Na ação, uma indígena da etnia Mura ficou ferida após ser atingida por um pedaço de madeira no momento que tentava apagar fogo em um casebre. Ela foi socorrida pelo Samu e levada inconscientemente para uma unidade hospitalar.

    Moradores informaram que não têm para onde ir
    Moradores informaram que não têm para onde ir | Foto: Josemar Antunes

    Durante a cobertura da reintegração de posse, um morador hostilizou a equipe de reportagem e incentivou que outros comunitários agredissem por entender que a matéria os colocariam como maconheiros, bandidos e traficantes.

    Equipe hostilizada 

    Durante a cobertura da reintegração de posse, um morador hostilizou a equipe de reportagem do Portal Em Tempo e incentivou que outros comunitários agredissem a equipe por entender que a matéria os colocariam como maconheiros, bandidos e traficantes. 

     Assista à reportagem da TV Em Tempo:

    Assista a reportagem | Autor: Bárbara Mitoso/ TV Em Tempo
     


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