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    Medicamentos vencidos


    Remédios achados em lixeira irregular não são do Estado, diz Susam

    Na quarta-feira (14), caixas com material hospitalar e medicamentos foram encontradas em uma rua do bairro Nova Vitória, no Distrito 2, Zona Leste de Manaus

    De acordo com a Susam, os medicamentos não fazem parte da lista padrão da Cema
    De acordo com a Susam, os medicamentos não fazem parte da lista padrão da Cema | Foto: Divulgação

    Manaus - Após fotos de remédios descartados de forma ilegal e irregular, circularem nas redes sociais e serem associadas a má conduta do órgão, a Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), informou por meio de nota ao Portal em Tempo, que os itens mostrados nas fotos, como insulina regular humana e Norestinerona, não fazem parte da lista padrão de medicamentos fornecidos pelo Estado, que atende a média e alta complexidade. Segundo a secretaria, os itens são distribuídos na atenção básica. 

    Na quarta-feira (14), caixas com material hospitalar e medicamentos foram encontradas em uma rua do bairro Nova Vitória, no Distrito 2, Zona Leste de Manaus. Na imagens além de medicamentos vencidos, é possível ver seringas, máscaras, luva cirúrgica, frascos para colega sanguínea, entre outros. 

    Entre os medicamentos vencidos descartados na lixeira irregular estão a insulina regular humana
    Entre os medicamentos vencidos descartados na lixeira irregular estão a insulina regular humana | Foto: Divulgação

    Na quinta-feira (15) a presidente em exercício do Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), Dra. Patrícia Sicchar, declarou por meio de uma publicação no perfil oficial do sindicato nas redes sociais, que alguns dos remédios mostrados nas imagens estão em falta nas unidades de saúde de Manaus e seriam da rede estadual. 

    "É gravíssimo deixar vencer Insulina, que falta bastante na rede, usado para tratar pacientes com diabetes. A Prednisona, usado em pacientes com doenças autoimunes. Tenoxican, muito usado nas unidades de Servido de Pronto Atendimento para aliviar uma dor de forma imediata, seja articular ou reumática”. 

    Por outro lado, a Susam informou que a compra de material hospitalar é livre e pode ser feita por empresas, hospital público ou privado, prefeituras, entre outros.

    Descarte responsável

    A Secretaria de Estado de Saúde ressaltou ainda que realiza o descarte de produtos por meio de empresas especializadas, que fazem a incineração do material, em conformidade com as determinações da RDC 222/2018 da Anvisa. 

    O descarte de material hospitalar ou medicamentos vencidos, em desconformidade com as normas de vigilância sanitária, é infração sanitária e crime ambiental e deve ser apurado pelos órgãos competentes. 

    A Susam explicou que ealiza o descarte de produtos por meio de empresas especializadas, que fazem a incineração do material
    A Susam explicou que ealiza o descarte de produtos por meio de empresas especializadas, que fazem a incineração do material | Foto: Divulgação

    O órgão informou ainda que não tem competência para investigar origem e descarte de material hospitalar vencido. Quando notificado, o órgão abre processo administrativo e sindicância para averiguar as responsabilidades

    Material recolhido

    Os medicamentos descartados foram  recolhidos na noite de quarta-feira (14), por uma empresa especializada contratada pela  Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp). 

    A Semulsp  já identificou os responsáveis e registrou um Boletim de Ocorrência  na Delegacia do Meio Ambiente.
    A Semulsp já identificou os responsáveis e registrou um Boletim de Ocorrência na Delegacia do Meio Ambiente. | Foto: Divulgação

    A Prefeitura de Manaus não reconheceu os medicamentos como sendo das unidades de saúde do município. A Semulsp  já identificou os responsáveis e registrou um Boletim de Ocorrência  na Delegacia do Meio Ambiente. O caso será encaminhado em inquérito policial.  Não há informações sobre a identificação da empresa ou órgão que descartou os materiais. 

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