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    Denúncia


    Neta denuncia que avó é mal atendida em Hospital Militar de Manaus

    A denunciante conta que os médicos não cumprem a carga horária do plantão e que não há estrutura adequada para tratamento de pacientes na unidade de saúde

    O hospital fica localizado no bairro Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus | Foto: Divulgação

    Manaus - A paciente Ivete Silva de Alcântara, de 73 anos, internada desde o dia 3 de agosto deste ano, no Hospital Militar de Área de Manaus (HMAM), no bairro Cachoeirinha, Zona Sul de Manaus, não está recebendo o devido tratamento para a recuperação da boa saúde, conforme denunciou a neta da idosa, Karoline Alcântara, neste sábado (17), ao Portal Em Tempo.

    Segundo Karoline, os médicos responsáveis pelo plantão, desde o momento em que a idosa chegou ao hospital, não estão cumprindo o horário estabelecido, deixando o atendimento para médicos residentes e técnicos em enfermagem. "Os médicos em nenhum momento demonstraram interesse em atender minha avó. Solicitavam exames, além de demorar para realizar a análise dos exames, e ficavam se contradizendo no diagnóstico", denuncia a mulher.

    Karoline afirmou que precisou comprar remédios para controlar a taxa de glicose da avó, que possui diabetes, por conta da ausência de medicamentos do Hospital. A denunciante também relatou que ao pedir um recipiente para a avó vomitar foi entregue um bolsa de soro cortada ao meio. Além disso, a mulher conta, ainda, que o restaurante do hospital ofereceu alimentos não apropriados para consumo.

    Segundo a denunciante, está foto mostra o alimento oferecido pelo hospital à paciente idosa
    Segundo a denunciante, está foto mostra o alimento oferecido pelo hospital à paciente idosa | Foto: Arquivo Pessoal

    "Eu não nego em comprar remédios para a minha avó, nunca negaria. Porém acredito que um hospital, que é referência para militares dos Exército, deveria ter pelo menos os medicamentos básicos para atender os pacientes. A unidade ofereceu um prato de comida, que não estava nada comestível. Quando fui reclamar na cantina, falaram que eu deveria compreender, pois há apenas um cozinheiro responsável por toda a alimentação do local", ressaltou.

    Bolsa de soro utilizada pela paciente para vomitar
    Bolsa de soro utilizada pela paciente para vomitar | Foto: Arquivo Pessoal

    A neta de Ivete afirmou que procurou a Ouvidoria do Hospital para relatar o problema no dia 5 de agosto de 2019. Segundo ela, o responsável pelo setor declarou que encaminharia a demanda para a diretoria do hospital, porém até o presente momento não houve retorno.

    Karoline alegou também que sugeriu aos médicos para a avó ser transferida para outra unidade hospitalar capacitada no atendimento que a paciente necessita, tendo em vista que o Hospital Militar possui convênio com Hospital Santa Júlia, por exemplo. Porém, os médicos informaram que não podem realizar tal procedimento.

    Versão da unidade de saúde

    Por meio da assessoria, o Hospital Militar esclareceu que a paciente deu entrada com quadro clínico de “constipação intestinal” com grande distúrbio em decorrência de mal controle glicêmico realizado em domicílio, e ressaltou que a “paciente vem recebendo todo o cuidado necessário de acordo com o que o caso requer e está sendo acompanhada pelo Serviço Cirurgia Geral, Proctologia e Clínica Médica do Hospital”.

    Ainda segundo a nota, o hospital esclareceu que os médicos citados pela denunciante não cumprem sistema de plantão da cirurgia, e sim de sobreaviso. A unidade de saúde enfatiza que “todos os exames necessários estão sendo realizados com a paciente e que no momento não há necessidade de procedimento cirúrgico”. 

    Por fim, a unidade nega a falta de medicamento e que não houve queixa na ouvidoria referente à alimentação. 

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