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    Saúde


    Servidores do 28 de Agosto denunciam falta de material para trabalhar

    De acordo com uma fonte, está faltando compressas de gazes, luva estéril, capotes, esparadrapos e medicação

    "Quando vamos questionar a direção, eles avisam que o material está sendo providenciado", contou um funcionário
    "Quando vamos questionar a direção, eles avisam que o material está sendo providenciado", contou um funcionário | Foto: Arquivo/Em Tempo - Arthur Castro

    Manaus - Trabalhadores da saúde procuraram o Portal Em Tempo na manhã desta segunda-feira (13), para denunciar o descaso clínico que, segundo eles, estão atrapalhando o desenvolver dos serviços aos pacientes que procuram atendimento médico no Hospital e Pronto-socorro 28 de Agosto, localizado na avenida Mário Ypiranga, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul de Manaus. 

    Segundo uma fonte, além da falta dos medicamentos, há também, a escassez de matérias simples, que auxiliam na proteção individual do trabalhador e paciente. “Hoje, está faltando compressas de gazes, luva estéril, capotes, esparadrapos, as gavetas deveriam ter materiais e estão vazias”, revelou um funcionário da unidade hospitalar. 

    "As gavetas que deveriam ter materiais e estão vazias" destacou um funcionário
    "As gavetas que deveriam ter materiais e estão vazias" destacou um funcionário | Foto: Divulgação

    “Isso já acontece há várias semanas. Quando vamos questionar a direção, eles avisam que o material está sendo providenciado, quando chega são poucas unidades que é dividida para o hospital inteiro, que é enorme”, destacou um funcionário da enfermagem, que pediu anonimato. 

    Outro funcionário está temendo pela própria saúde e as dos colegas. “Além de ser muito ruim para os pacientes expõe os profissionais da saúde, pois existem vários pacientes com doenças infecciosas e bactérias multirresistentes e são necessária utilização de Equipamento de Proteção Individual (EPI), o que não estamos tendo”, disse para a reportagem. 

    Em nota,  a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informou que já avançou de 12% para 50%  abastecimento de medicamentos e insumos hospitalares para as unidades da capital e interior. 

    A nota diz ainda que o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto adota o sistema de rede de serviços para que a falta de algum material no almoxarifado não signifique desassistência ou prejuízo na prestação do serviço. Entre as alternativas usadas pelos gestores está a permuta com outros hospitais e a substituição temporária por outro item equivalente presente no estoque.

    Leia a nota na íntegra: 

    O Governo do Amazonas avançou nesse ano no abastecimento de medicamentos e insumos hospitalares para as unidades da capital e interior. O estoque da Cema subiu de pouco mais de 12%, encontrado em janeiro, para acima de 50%. Não é maior, porque algumas empresas que ganharam ata de registro de preço no passado, hoje alegam não ter capacidade para entregar os produtos, atrasando a entrega.

    O Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto adota o sistema de rede de serviços para que a falta de algum material no almoxarifado não signifique desassistência ou prejuízo na prestação do serviço. Entre as alternativas usadas pelos gestores está a permuta com outros hospitais e a substituição temporária por outro item equivalente presente no estoque.

    As unidades também podem fazer compra emergencial de insumos enquanto aguardam a reposição pela Central de Medicamentos do Amazonas (Cema), pois recebem recurso da Susam que podem ser usados nessas ocasiões.


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