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    Transporte fluvial escolar pode ser usado para outras escolas do país

    O primeiro protótipo desse trabalho foi feito em 2017

    O trabalho é realizado e planejado por meio da Semed | Foto: Eliton Santos / Semed

    Manaus- O transporte fluvial escolar oferecido pela Prefeitura de Manaus em áreas ribeirinhas  pode se tornar referência para outras localidades do Brasil. Nesta terça-feira, (20), membros do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) deixam a capital do Amazonas após conhecerem a metodologia empregada pelo município para o transporte de alunos nesses locais. A intenção é replicar os métodos em outras sedes de ensino.

    Com o objetivo de diminuir a sobrecarga muscular dos servidores e colaboradores no ambiente de trabalho, a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) retomou, nesta semana, o projeto-piloto de ginástica laboral “Serviço de Saúde Ocupacional”. As atividades haviam sido suspensas no mês de julho devido ao recesso acadêmico dos estudantes de graduação, que atuam como voluntários no projeto.

    prefeito Arthur Virgílio Neto comentou sobre a satisfação de poder compartilhar as práticas realizadas na rede de ensino em Manaus com outras localidades. “Ficamos felizes em receber a equipe do FNDE, ainda mais porque sabemos que estamos fazendo algo bom, exemplar para o país. Manaus, que já possui sua educação premiada entre as melhores do Ideb (índice de Desenvolvimento da Educação Básica), poderá mais uma vez mostrar seus resultados e compartilhar conhecimento”, disse o prefeito.

    O trabalho é realizado e planejado por meio da equipe de Geoprocessamento da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Por meio de um sistema, a equipe planeja toda a logística de quem precisa contar com o serviço. São consideradas as informações como o local onde os estudantes pegam a embarcação, o percurso até a unidade de ensino e o retorno até o lugar de origem, a fim de traçar as melhores rotas, otimizar o tempo do transporte, reduzir custos, garantindo também a segurança dos alunos.

    O primeiro protótipo desse trabalho foi feito em 2017 e, desde então, o setor de geoprocessamento o aperfeiçoa. Agora, a equipe já trabalha com um quarto protótipo do serviço, que já está em fase avançada, com dados cada vez mais precisos devido ao uso de quatro programas, entre licenciados e gratuitos.

    “O processo tinha a intenção de medir a distância percorrida de todos os alunos do seu porto de embarque até a escola. Além disso, precisávamos entender qual era a velocidade e o tempo que ele levava até lá, para que pudéssemos analisar um contexto geral e conter uma análise mais interessante”, contou o gerente de Geoprocessamento da Semed, Charles Silva, que acrescentou ainda que, nesse trabalho, o caminho para a escola é mensurado para que não haja dúvida se o que é gasto está ou não correto.

    A secretária de Educação, Kátia Schweickardt, explicou aos membros do FNDE que o trabalho teve o intuito de garantir cada vez mais o processo de ensino e aprendizagem na rede com as escolas ribeirinhas. De acordo com ela, todos os setores da Semed, sejam de infraestrutura, administração, finanças ou logística, trabalham em prol da qualidade da educação e, após reestruturação, bem como a implantação de identidade estratégica, com missão, visão e valores bem definidos, os processos da secretaria foram reorganizados voltados para as melhorias dos índices educacionais. Assim, os resultados começaram a aparecer em todas as áreas do órgão, como ocorreu no transporte escolar. 

    “Avançamos no transporte de nossas crianças, porque levantar cota de combustível, estudar rota, investir em segurança, ampliar frota passou a fazer parte do planejamento estratégico da secretaria, para garantir o acesso dos alunos à educação de qualidade. Nossa gerência de Transporte não existe apenas para transportar os alunos, existe para que eles aprendam. Todas as áreas da Semed são assim. Isso muda o modo de entender os processos. Trabalhamos com metas e resultados para tudo, há indicadores e painéis gerenciais de todas as frentes”, disse a secretária, explicando que tanto ela quanto o prefeito Arthur Virgílio Neto acompanham os dados.

    “O prefeito acredita no trabalho que estamos fazendo porque ele acompanha junto conosco, se informando e participando de tudo. Se as curvas começam a cair, vamos verificar o que aconteceu e definimos estratégias para corrigir as lacunas. Estamos longe da situação ideal, mas já conseguimos dar passos muito importantes. Fico feliz que o FNDE tenha vindo aqui para verificar a nossa realidade e nossas peculiaridades, para nos ouvir, e, quem sabe, replicar essa nossa experiência”, destacou a secretária. 

    O coordenador-geral de Apoio à Manutenção Escolar do FNDE, João Antonio Lopes, explicou que o interesse em conhecer melhor o trabalho realizado no transporte escolar da área ribeirinha de Manaus surgiu após encontro com técnicos da secretaria no evento “Mais Brasil FNDE em Ação pela Educação”, que aconteceu no último dia 18 de julho, no Centro de Convenções Vasco Vasques, zona Centro-Sul de Manaus, voltado para gestores e técnicos da educação de municípios e Estados da Região Norte.

    Segundo ele, os participantes do evento deixaram a cidade com uma excelente impressão do trabalho realizado pela rede de Manaus. “Nós identificamos (o trabalho da Semed), por ocasião de uma apresentação que fizemos para gestores municipais (em julho) e nos interessou vir conhecer o trabalho para que possamos ampliar e disponibilizar informação para os outros municípios que ainda não dispõem de um transporte como esse”, explicou.

    Um dos objetivos da visita é justamente verificar o que se pode acrescentar da experiência obtida em Manaus no trabalho que já é desenvolvido pelo FNDE, no Programa Caminho da Escola.

    *Com informações da assessoria 

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