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    Feminicídio


    Familiares de mulher morta a pedradas em Manaus pedem Justiça

    Irmãs, filhas e amigos da vítima fizeram uma manifestação cobrando respostas sobre as investigações

    Com balões brancos sinalizando um pedido de paz, a família pediu respostas sobre as investigações
    Com balões brancos sinalizando um pedido de paz, a família pediu respostas sobre as investigações | Foto: Daniel Landazuri

    Manaus - "Basta de violência contra a mulher". Essa era uma das mensagens descrita em um cartaz confeccionado por familiares da autônoma Cristiane de Oliveira Miranda, de 30 anos, encontrada morta no último sábado (24). Irmãs, filhas e amigos da vítima fizeram uma manifestação na tarde desta terça-feira (27), em frente da Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), no bairro Parque 10, Zona Centro-Sul de Manaus 

    Com balões brancos sinalizando um pedido de paz, carro de som e usando camisetas, com a foto da Cristiane estampada, a família pediu respostas sobre as investigações. 

    "Queremos Justiça, ela era um ser humano. Não era garota de programa como estão falando. Independente se fosse ou não, nenhuma mulher merece morrer da forma brutal como ela foi. Queremos um posicionamento das autoridades", desabafou a autônoma Julie Miranda, 37, irmã da vítima.   

    A família esclareceu que a vítima estava a caminho do trabalho quando desapareceu. Horas depois, um gari que trabalhava no bairro encontrou o corpo de Cristiane em um campo de futebol, localizado em um beco, na rua Bela Vista, Colônia Antônio Aleixo, Zona Leste da capital amazonense. 

    "Ela saiu de casa por volta das 6h e como de costume iria pegar uma carona com outra irmã e o cunhado. Mas ela não apareceu no ponto de encontro e não foi vista por ninguém do bairro. Estanhamos que ela não deu notícias durante o dia todo, então passamos a nos preocupar e fazer buscas", disse a irmã de Cristiane. 

    "Era uma mulher trabalhadora e não merecia ir do jeito que foi", disse irmã da vítima
    "Era uma mulher trabalhadora e não merecia ir do jeito que foi", disse irmã da vítima | Foto: Daniel Landazuri

    Sem nenhuma pista sobre a motivação e autoria do crime, a família de forma representativa marcou o ato em frente da DECCM, mas  o crime é investigado pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS). 

    A revolta da família é que o bairro possuí poucas câmeras de monitoramento do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops). 

    "Não sabemos de nada, no bairro também todos ficam calados. A polícia só diz que o caso está sendo mantido em sigilo", relata Julie. 

    A vítima teve um celular e uma pequena quantia em dinheiro roubados. O registro de exame de necropsia, divulgado pelo Instituto Médico Legal (IML), aponta que a mulher teve, como causa da morte, traumatismo cranioencefálico, decorrente da pedra que esmagou sua cabeça. 

    Segundo a perícia, Cristiane foi encontra sem calcinha, há suspeitas que ela tenha sido violentada sexualmente antes de ser morta. Entretanto, a informação não confirmada pela Polícia Civil. 

    "Era uma mulher trabalhadora e não merecia ir do jeito que foi. Esses assassinos acabaram com a vida da família, durante o sepultamento dela também enterramos um pedaço nosso. A prisão dos suspeito vai amenizar um pouco da nossa dor", protestou outra irmã da vítima, Jessica Miranda. 

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