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    Comércio desleal, lixo e insegurança tomam conta da Feira da Compensa

    Instalada no bairro reduto da facção criminosa Família do Norte (FDN), a Feira Modelo se tornou um local de insegurança para os trabalhadores, que vão em busca do ganha pão para alimentar a família e não sabem se voltarão vivos para casa

    Um feirante também relatou ao Portal Em Tempo que na área há falta de policiamento e reivindica mais segurança devido ter presenciado homicídios no local | Foto: Izaías Godinho

    Manaus - "Quando a gente sai de casa para trabalhar, não sabe se vai retornar”, afirmou Carlos Gonçalves, que há cinco anos vende café e lanches na Feira Modelo. Além da falta de segurança, os feirantes e consumidores reclamam da falta de organização e limpeza no local. Situada na avenida Oscar Borel, no bairro Compensa, Zona Oeste de Manaus, há mais de 40 anos a feira é um dos principais pontos de vendas de alimentos nessa região da capital.

    O feirante também relatou ao Portal Em Tempo que na área há falta de policiamento e reivindica mais segurança devido ter presenciado homicídios no local. O bairro que abriga a feira é reduto da facção criminosa Família do Norte (FDN), que trava uma batalha, entre membros internos e também com filiados a outras facções, pelo domínio do tráfico de drogas em Manaus.

    No dia 17 de agosto, um flanelinha identificado como Israel Silva Mendes, de 36 anos, foi assassinado com quatro tiros no estacionamento da feira. Conforme outro flanelinha, que preferiu não se identificar, dois homens chegaram em uma moto no estacionamento e realizaram os disparos contra Israel, que morreu no local.

    De acordo com a feirante Antônia Lima, que comercializa produtos na feira há 14 anos, as vendas caíram devido à desorganização ao redor da o espaço. A comerciante relata que o crescimento de vendedores não-autorizados, nos arredores do local, têm aumentado a competitividade entre os feirantes. “As pessoas que trabalham informalmente acumulam lixo na área. Como se trata de uma área que dá acesso a muitos locais, deveria ser mais organizado”, frisou a mulher.

    Um morador, identificado como Carlos Pereira, afirmou que o estacionamento interno da feira é utilizado para o armazenamento de lixo da população até o horário da passagem dos carros coletores. O homem reside com a mãe em uma casa, situada em um beco, ao lado da feira, há mais de 20 anos.

    “Os resíduos da feira vêm todos para a calçada. Quando eles lavam, exala mau cheiro na área. É uma situação muito complicada”, frisou o residente. A reportagem procurou os responsáveis pela administração da Feira Modelo, mas eles não quiseram conceder entrevista e nem comentar sobre as afirmações dos moradores e feirantes. Mas, de acordo com Francisco Melo, membro da comissão gestora do local, obras estão sendo realizadas para melhorias aos consumidores.

    A Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) afirmou que não há acumulo de lixo na feira. De acordo como o órgão, após a retirada de um contêiner, onde moradores e feirantes depositavam os resíduos, a secretaria determinou que os carros coletores vão ao local, diariamente, realizar os serviços de limpeza em dois turnos.

    A Polícia Militar do Amazonas (PM-AM) disse ao Portal Em Tempo que o patrulhamento no bairro Compensa é realizado pela 8ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e acrescentou que o policiamento no local ocorre dentro da normalidade.

    “Reforçamos que é importante que a população realize denúncias nos Distritos Integrados de Polícia (DIP) e nas CICOMs. Com base nesses registros, é definida a macha criminal e as ações de policiamento são reforçadas”, disse a PM em nota.

    Confira a reportagem completa da Web TV Em Tempo:




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