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    Smart Card


    Rodoviários alertam: ladrões priorizam levar celulares de passageiros

    Categoria diz não ser a favor do passe eletrônico, que substituirá os cobradores. E alerta que o objetivo de ladrões em assaltos a coletivos é os objetos de valor dos passageiros, como bolsas, joias e celulares

    O Sindicato promete "marretar" decisão contra a demissão de cobradores gerada pelo decreto. | Foto: Carol Givone

    O Sindicato promete "marretar" decisão contra a demissão de cobradores gerada pelo decreto.
    O Sindicato promete "marretar" decisão contra a demissão de cobradores gerada pelo decreto. | Foto: Carol Givone

    ManausA reunião do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) realizada, na tarde desta sexta-feira (20), marcou o posicionamento da categoria sobre o decreto estabelecido pela Prefeitura, que dispõe o pagamento da tarifa do transporte público da cidade seja realizado exclusivamente pelo cartão “Smart Card”. A categoria defende que o passe eletrônico não vai inibir a prática de crimes de roubo e furto, pois o alvo são os celulares dos passageiros. 

    Segundo Givanci Oliveira, presidente do Sindicato, a preocupação principal está na garantia de direitos dos cobradores da categoria, que têm seu posto de trabalho ameaçado pelo decreto Nº 4.587, publicado na última quinta-feira (19), no Diário oficial. “A revisão dessa decisão será benéfica para os trabalhadores, pois serão 3 mil pais e mães de família que perderão seus empregos. Sem mencionar o acúmulo de funções do motorista, que terá que dirigir e fazer a cobrança da taxa. ”

    Oliveira ainda destacou que a Prefeitura de Manaus tem sido uma parceira da luta rodoviária, levantando as vitórias conquistadas pela categoria durante os mandatos do prefeito Arthur Neto. “Tenho certeza que a intenção dele é boa, mas a execução do jeito que está deixa a desejar, vamos entrar num acordo que seja 100% bom pra todos”, reforça.

    Entenda o decreto

    Segundo o decreto municipal 4.587, a população vai utilizar o cartão ''Smart Card'' para ter acesso aos ônibus, sem a necessidade de efetuar o pagamento da passagem em dinheiro. A medida promete mais segurança aos usuários e trabalhadores dos coletivos, uma vez que o alvo de assaltantes são as rendas obtidas durante as viagens.

    Mas, o presidente do sindicato afirma que a renda dos coletivos não é o foco principal de criminosos, mas sim eletrônicos que pertencem ao usuário do transporte.

    “Dependendo da rota, cada ônibus faz em média de R$100 a R$400, que são retirados e guardados entre as viagens, deixando praticamente o caixa vazio. Mas, o alvo principal dos assaltantes são os celulares e outros bens dos passageiros do transporte público. ”

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