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    Falta de participação


    Rodoviários criticam medidas do TAC do transporte público em Manaus

    A categoria afirma não ter sido consultada no acordo

    Rodoviários afirmam irregularidade em TAC dos transportes públicos
    Rodoviários afirmam irregularidade em TAC dos transportes públicos | Foto: Daniel Landazuri

    Manaus – O Termo de Ajuste de Conduta (TAC) assinado entre a Prefeitura de Manaus, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM), órgãos de segurança pública e o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) estabeleceu 9 medidas contra a violência nos ônibus, por meio do “Programa de prevenção à criminalidade aquisitiva no sistema de transporte público coletivo urbano de Manaus”.

    Givanci Oliveira, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM), afirma que o TAC possui abrangência municipal, mas nenhum representante dos trabalhadores da categoria foi convidado para debater as medidas assinadas no termo. Para ele, o levantamento das necessidades da categoria não foi levado em consideração, principalmente no quesito do uso de alternativas como o de uso exclusivo de cartões para pagamento da tarifa de transporte público.

    “Nós ficamos sabendo dessa assinatura do TAC por meio da imprensa, e essa intervenção no transporte público é benéfica em vários pontos, mas prejudica os trabalhadores justamente no ponto que retira 100% das formas de pagamento em dinheiro com o Smart Card”

    Na ocasião, o termo foi assinado pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), a Casa Militar e a Procuradoria Geral do Município. Também assinaram o TAC a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a Polícia Civil e a Polícia Militar do Amazonas, além do Sinetram e as promotorias de Controle Externo de Atividade Policial e de Defesa do Consumidor do Ministério Público. Também participou da tratativa o interventor Francisco Bezerra, que recebeu a missão de interventor do município no transporte coletivo da cidade pelo prazo de 90 dias.

    “A gente parabeniza a Prefeitura pelas últimas intervenções financeiras em relação às empresas de ônibus. Acredito que essa medida foi, tão somente, para tentar obter o controle total do financeiro das empresas e não para atingir os cobradores. Pois é impossível manter apenas a circulação do cartão. Acredito que o Lobby dos empresários do transporte influenciou nessa medida, que é o sonho deles retirar os 3 mil cobradores de circulação", concluiu Givanci.

    A reportagem entrou em contato com a assessoria IMMU até o fechamento desta edição não houve respostas. 

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