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    Direito do Consumidor


    Empresas de água e energia lideram denúncias no Procon-AM

    No período de 2 de janeiro a 17 de setembro, o órgão registrou 2053 denúncias relacionadas à cobrança indevida de energia, 1.213 reclamações de uma empresa concessionária de água, e outras demandas que envolvem faculdades particulares e empresas de telefonia

    A maior parte das reclamações está relacionada à fornecedores de energia, água, agências de telefonia | Foto: Izaías Godinho

    Manaus - O Programa Estadual de Proteção e Orientação do Consumidor (Procon-AM), localizado na avenida André Araújo, bairro Aleixo, Zona Centro-sul de Manaus registrou no mês de agosto 4.649 denúncias, feitas pela população, relacionadas ao atendimento em várias empresas. A maior parte das reclamações está relacionada à fornecedores de energia, água, agências de telefonia.

    Além disso, no período de 2 de janeiro a 17 de setembro, o órgão registrou 2053 denúncias relacionadas à cobrança indevida de energia, 1.213 reclamações de uma empresa concessionária de água, e outras demandas que envolvem faculdades particulares e empresas de telefonia.

    A dona de casa, Raimunda Mota, relatou que desde 2016 tenta negociar as dívidas com a empresa que fornece energia. No entanto, não conseguiu entrar em acordo com a fornecedora e teve a luz da residência cortada. “Quando eu voltei para negociar, novamente com eles, não me aceitaram mais. Eles me colocaram na justiça e por isso eu vim reivindicar meus direitos”, frisou a mulher.

    No dia 9 de setembro, o comerciante Jorge Leite afirmou que, para ser atendido, passou mais de 2 horas na fila de uma agência bancária. Jorge levou um comprovante de atendimento como prova para o registro da denúncia no Procon-AM.  “Nunca fui atendido no prazo previsto por lei, dentro de 30 minutos. É sempre a mesma demora”, afirmou o comerciante.

    O diretor do Procon-AM, Jalil Fraxe, afirmou que 90% das denúncias registradas nos balcões de atendimento são resolvidas em audiências de conciliação. O diretor orienta que, ao constatar cobranças indevidas, os consumidores devem se dirigir à sede do órgão com a cópia e a fatura que comprova a irregularidade. “Nós trabalhamos para fazer a interlocução do problema. É importante que a população busque os seus direitos”, disse Jalil.

    No Procon Municipal, situado na praça 14 de setembro, Centro de Manaus, a estudante Ketlen Nascimento, relata que em uma rede de farmácias, constatou que um medicamento estava no balcão com um determinado valor e quando se dirigiu ao caixa para efetuar o pagamento, foi surpreendia com a cobrança de um valor acima. “Acredito que as pessoas que são contratadas para atender o público, em qualquer empresa, devem consultar o livro de defesa do consumidor”, recomendou a consumidora.

    O secretário municipal de Defesa do Consumidor, Rodrigo Guedes, afirma que o Procon é responsável em realizar orientações aos consumidores que têm dúvidas sobre os direitos. “Procuramos disponibilizar várias formas de acesso aos cidadãos para que façam as denúncias. Além dos documentos, é necessário trazer um comprovante de relação de consumo”, concluiu o secretário.

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