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    Manaus 350 anos


    Manaus, construindo os caminhos para mais 350 anos

    Confira quais são as principais obras urbanas da capital e saiba como está o andamento de cada uma delas

    Obras vão melhorar mobilidade urbana da cidade. | Foto: Alex Pazuello/Semcom

    Manaus - Um plano de mobilidade urbana está em execução para que os próximos anos sejam prósperos para a cidade de Manaus. O trânsito ainda é um tema que incomoda os moradores da capital, mas obras como as das vias Constantino Nery e do Distrito Industrial trazem boas perspectivas para o futuro. 

    Novo sistema viário da Constantino Nery

    A avenida Constantino Nery é uma das vias mais importantes da cidade de Manaus. Seu novo sistema viário promete desafogar fluxo veículos na área, que está no principal eixo entre as Zonas Norte e Sul da cidade. O prefeito Arthur Virgílio Neto apresentou o projeto no dia 8 de abril deste ano. 

    O novo sistema viário da avenida Constantino Nery irá interligar as zonas Centro- Sul e Oeste.
    O novo sistema viário da avenida Constantino Nery irá interligar as zonas Centro- Sul e Oeste. | Foto: Altemar Alcantara/Semcom

    O novo sistema viário da avenida Constantino Nery irá interligar os bairros Nossa Senhora das Graças, Zona Centro-Sul, e São Geraldo, Zona Oeste, com a construção de duas passagens subterrâneas nas ruas Pará e João Valério. 

    Prazo para a conclusão da intervenção é de 15 meses.
    Prazo para a conclusão da intervenção é de 15 meses. | Foto: Altemar Alcantara/Semcom

    Segundo o Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans), aproximadamente, 11 mil veículos trafegam na região em horário de pico, incluindo os turnos da manhã e tarde.

    O sistema viário da Constantino ocupa uma área de 35 mil metros quadrados e está orçado em R$ 64.382.984,90. O prazo para a conclusão da intervenção é de 15 meses. 

    Complexo viário do Manoa

    Lançada no dia 13 de setembro, a nova obra de infraestrutura no complexo viário do Manoa, na Zona Norte, também trará grande impacto na mobilidade urbana. Serão duas pistas aéreas construídas sobre uma rotatória, além de alças de acesso.

    “Com serviços em três turnos, já ganhamos dois meses, dos 15 previstos para a entrega”, disse o prefeito Arthur. A obra está orçada em R$ 47,1 milhões, com uma área de abrangência de 283 mil metros quadrados. O complexo viário é composto por um viaduto, que transpassará por cima de uma rotatória, e um sistema binário de tráfego na área dos bairros Mundo Novo e Cidade Nova.

    A obra está orçada em R$ 47,1 milhões.
    A obra está orçada em R$ 47,1 milhões. | Foto: Marinho Ramos/Semcom

    “A plataforma que será construída vai permitir o tráfego de veículos nos dois sentidos - bairro/Centro e Centro/bairro -, além da rotatória que vai permitir que as pessoas façam as conversões”, explicou o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), Kelton Aguiar.

    “O que vamos ter de grande inovação é a entrada e saída do Manoa pelas ruas Francisco Queiroz e São Francisco, que são paralelas. Com a obra, a Francisco Queiroz, que hoje é mão dupla, passará a ter apenas um sentindo, permitindo a entrada dos veículos para circular no Manoa, enquanto a São Francisco será a via de saída”, concluiu.

    Recapeamento e manutenção do Distrito Industrial

    As obras de recuperação da malha viária do Distrito Industrial 1 deram início no dia 20 maio. Os dois lotes já contratados começaram a ser executados logo após o lançamento com o trabalho de fresagem - retirada do asfalto antigo - na bola da Samsung. São, aproximadamente, 32 quilômetros de vias que receberão serviços como recapeamento asfáltico, pavimentação rígida, drenagem profunda e superficial, entre outros.

    Obras na rotatória do bairro Armando Mendes, a ‘Bola da Samsung’.
    Obras na rotatória do bairro Armando Mendes, a ‘Bola da Samsung’. | Foto: Marinho Ramos/Semcom

    Segundo Arthur Neto, a recuperação da malha viária do Distrito é um compromisso para com a economia local. “Sou um defensor da Zona Franca, então estou fazendo a minha parte para tornar esse polo industrial uma atração para os investidores. Esse que é o polo industrial mais importante e mais estratégico para o país”, afirmou. 

    O prefeito esclareceu, ainda, que as obras do Distrito Industrial nasceram sob rigor técnico. “A começar pelo valor. Dos R$ 150 milhões destinados para a obra, serão gastos R$ 136 milhões. Temos o acompanhamento do Ministério Público Federal e fizemos muitas exigências para as empresas licitadas. Com tudo isso, temos a garantia de que faremos uma grande obra”, afirmou.

    De acordo com o secretário da Seminf, Kelton Aguiar, equipamentos modernos estão sendo utilizados na obra, entre elas uma nova máquina de fresagem capaz de fazer 300 metros quadrados por hora, o que vai dar uma grande agilidade ao serviço. “Agora estamos correndo mesmo, para não perdermos nenhum minuto e para que possamos assim entregar a obra estipulada de acordo com o cronograma do contrato”, garantiu. 

    A obra do Distrito Industrial tem custo total avaliado em R$ 134 milhões .
    A obra do Distrito Industrial tem custo total avaliado em R$ 134 milhões . | Foto: Marinho Ramos/Semcom

    A obra de recuperação viária do Distrito Industrial tem custo total avaliado em R$ 134 milhões – de R$ 150 milhões disponíveis – e foi dividida em três lotes para agilizar sua execução. “Nós vamos fazer uma grande obra, que faça jus ao Polo Industrial de Manaus, que seja um cartão-postal digno de ser visitado pelos turistas e que seja uma atração para o investidor”, afirmou o prefeito. 

    Programa de Requalificação Viária de Manaus

    Em sua terceira fase, o Programa de Requalificação Viária de Manaus integra o pacote de obras em comemoração aos 350 anos da cidade. Somente na primeira etapa, foram mais de 300 colaboradores e mais de 50 máquinas envolvidos, levando mais qualidade de vida e mais trafegabilidade para ruas de todas as zonas do município. 

    Requalifica 3, no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus.
    Requalifica 3, no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus. | Foto: Alex Pazuello/Semcom

    Segundo Arthur Neto, os trabalhos da terceira etapa seguem o modelo do que foi feito no Requalifica 1, que chegou a marca de 98 quilômetros de vias recuperadas. Ao todo, mais de 205 ruas receberam os serviços de drenagem, recapeamento completo, além de novas calçadas, meio-fio e sarjetas onde foi necessário. A Prefeitura de Manaus deverá executar, ainda este ano, o Requalifica 2, que está em fase de licitação.

    Além do Hileia, o Requalifica 3 já conta com outras frentes de obras espalhadas pela cidade. “Hoje nós estamos em cinco frentes, além do Hileia, estamos também no Shangrilá, no conjunto Osvaldo Frota, no bairro Grande Vitória e no conjunto Tiradentes”, informou o secretário municipal de Infraestrutura, Kelton Aguiar.

    Ainda conforme o prefeito, além do trabalho de recapeamento do Requalifica, outros R$ 100 milhões serão investidos numa grande ação de tapa-buracos.  Ao todo, 121 ruas de todas as zonas da cidade, num total de 76 quilômetros, serão beneficiadas nesta terceira etapa. 

    "Nunca se empregou tanto recurso em obras de tapa-buracos”, afirmou o prefeito.
    "Nunca se empregou tanto recurso em obras de tapa-buracos”, afirmou o prefeito. | Foto: Alex Pazuello/Semcom

    A primeira fase do “Requalifica” foi planejada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) e dividida em quatro lotes, contemplando as zonas Oeste e Centro-Oeste (lote 1), com 50 vias mapeadas para receber os serviços; Norte (lote 2), com 54 vias; Leste (lote 3), com outras 38 vias identificadas; e Sul e Centro-Sul, com 26 vias. O detalhamento, com o nome de todas as ruas que serão contempladas na ação, pode ser consultado no site http://seminf.manaus.am.gov.br/, basta clicar no banner do “Requalifica”.

    Entre as vias já concluídas estão as avenidas L e B (Alvorada 1), ruas Amazonas e Purus (Compensa), Senhora de Fátima e Samambaia (Santa Etelvina), rua Barretos (Grande Vitória), Barreirinha (São José) e a Marques da Silveira (Petrópolis). No bairro Nova Esperança, foram atendidas as ruas 5, 3 e rua Y, que liga ao bairro Alvorada. Toda essa via é um corredor por onde passam muitos carros e veículos do transporte coletivo. 

    A ideia do projeto é recuperar toda a malha viária principal da cidade, com asfalto de qualidade e drenagem superficial e profunda. Em 2020 devem acontecer as etapas  4, 5 e 6, para mudar o panorama da cidade. "Nunca se empregou tanto recurso em obras de tapa-buracos”, afirmou o prefeito.

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