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    Ocupação Irregular


    Em Manaus, moradores denunciam tráfico de drogas e furtos em invasão

    Segundo denunciantes, no conjunto Renato Souza Pinto, no bairro Cidade Nova, a área estava destinada para a construção de unidades educacionais

    Há cerca de cinco anos, residências estão sendo construídas dentro de uma área verde, na rua C do conjunto | Foto: Izaías Godinho

    Há cerca de cinco anos, residências estão sendo construídas dentro de uma área verde, na rua C do conjunto
    Há cerca de cinco anos, residências estão sendo construídas dentro de uma área verde, na rua C do conjunto | Foto: Izaías Godinho

    Manaus - Os moradores do conjunto Renato  Souza Pinto 2, no bairro Cidade Nova, Zona Norte de Manaus, denunciaram ao EM TEMPO, este mês, que, há aproximadamente cinco anos, residências estão sendo construídas dentro de uma área verde situada na rua C do conjunto. De acordo com eles, a área estava destinada para a construção de escolas ou creches, mas a invasão tem retirado a possibilidade de execução dos planos.

    Um morador do conjunto, que preferiu não revelar a identidade, afirmou que a ocupação irregular de terras iniciou com a construção de três residências de alvenaria. Com o passar dos anos, outras casas foram construídas nas proximidades de um campo de futebol. O denunciante acrescenta que a invasão tem ocasionado ligações clandestinas (furtos) de água e energia.

    “No momento, aproximadamente 12 casas estão instaladas e cerca de 40 pessoas vivem no local. Queremos a retirada deles, pois aqui também ocorre o favorecimento à prostituição de menores. Os invasores também utilizam o campo de futebol e já observamos que há tráfico de drogas na área”, frisou o morador.

    A comunidade já entrou em contato com órgãos ambientais e responsáveis pela reintegração de posse
    A comunidade já entrou em contato com órgãos ambientais e responsáveis pela reintegração de posse | Foto: Izaías Godinho

    Outro morador, um idoso de 66 anos, disse que a comunidade já entrou em contato com órgãos ambientais e responsáveis pela reintegração de posse, mas que ainda aguarda providências. O homem acrescentou que os residentes se sentem injustiçados porque pagam as taxas mais caras e os invasores usufruem de comodidade, tudo de forma clandestina.

    “Conversamos recentemente com Enéas Gonçalves, do Departamento de Fiscalização Ambiental da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), e estamos aguardando um posicionamento. Os invasores já deveriam ter sido retirados de lá, porque a área pertence ao conjunto e é de preservação ambiental”, reclamou o morador.

    Resposta

    A Semmas informou que o processo se encontra aguardando pedido judicial de reintegração de posse. O órgão acrescentou que todos os ocupantes da referida invasão “estão cientes de que ocupam área verde e de preservação permanente, pois já foram notificados e, infelizmente, insistem em permanecer na área e ampliar o domínio”.  A secretaria informou que, tanto no conjunto Renato Souza Pinto quanto no Ribeiro Júnior, existem situações de ocupação irregular aguardando ordens judiciais de reintegração.

     “Novas diligências deverão ser realizadas na área pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e o Grupo Integrado de Prevenção às Invasões em Áreas Públicas (Gipiap), do Governo do Estado. Esse grupo tem a atribuição de combater as invasões em áreas públicas (áreas verdes e margens de igarapés, também denominadas de áreas de preservação permanente)”, frisou o órgão em nota.

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