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    Dia do repórter: no EM TEMPO, mulheres lideram audiência e prêmios

    No dia 16 de fevereiro é comemorado o Dia do Repórter. Conheça quem te deixa informado e saiba mais sobre a importância da profissão

    Jakeline Xavier, Rebeca Mota e Suyanne Lima destaques do EM TEMPO
    Jakeline Xavier, Rebeca Mota e Suyanne Lima destaques do EM TEMPO | Foto: Leonardo Mota

    Manaus  -  No dia 16 de fevereiro é comemorado nacionalmente o Dia do Repórter. O profissional que pensa, telefona, investiga e produz, dentre atividades. No mês de janeiro de 2020, o portal EM TEMPO atingiu a marca de 12 milhões de acessos. Boa parte dos acessos foram para os casos de polícia, narrados pela repórter Suyanne Lima. Além disso, no ano passado, o portal ganhou, por meio da jornalista Rebeca Mota, em duas categorias, o prêmio nacional da Abraciclo de Jornalismo.

    Desde 1987, quando foi inaugurado, ou seja, há 37 anos, o jornal Amazonas Em tempo já viu grandes jornalistas caminharem pela redação. O trabalho é dividido pelas chamadas editorias (polícia, comunidade, política, economia, cultura, esporte, especiais e outras), nas quais encontram-se os repórteres de cada área. 

    Equipe do Em Tempo alcançou a marca de 12 milhões de acessos em janeiro de 2020
    Equipe do Em Tempo alcançou a marca de 12 milhões de acessos em janeiro de 2020 | Foto: Leonardo Mota

    Na editoria de polícia, especificamente, está a repórter Suyanne Lima, de 21 anos. Desde novembro de 2019, a profissional é a responsável por cobrir os casos que chocaram Manaus, principalmente no chamado 'janeiro sangrento', quando foram registradas 117 mortes violentas em Manaus, em 2020. 

    “Escrever para polícia é um desafio, porque todos os dias passamos por situações que não sabemos o que esperar. Vemos a dor de familiares que perdem parentes. Mas, por outro lado, conhecemos muitas pessoas , o que é bom”, comenta Suyanne, que sempre admirou o jornalismo desde criança.

    Suyanne Lima é a responsável por cobrir os casos policiais de Manaus
    Suyanne Lima é a responsável por cobrir os casos policiais de Manaus | Foto: Leonardo Mota

    A repórter, antes de entrar no EM TEMPO, trabalhou um ano e seis meses na assessoria da Polícia Civil do Amazonas, o que, segundo ela, ajudou a se acostumar com a correria e por vezes o perigo que é ser repórter de polícia.

    "Não é fácil. Lembro de uma história bem inusitada. Uma vez eu precisei voltar em um local onde havia acontecido um homicídio e a equipe de reportagem havia sido proibida de retornar, por cidadãos. O que aconteceu foi que eu tinha esquecido uma agenda próximo onde ocorreu a morte e não podia deixar lá porque tinha informações importantes sobre a matéria que eu escreveria. Tive que pular um muro para chegar até a agenda", lembra Suyanne, em meio a risos. Só em janeiro de 2020, ela escreveu 164 matérias para o EM TEMPO, sendo a repórter que mais escreveu, dentre outros da redação. 

    Mulheres premiadas

    A jornalista Rebeca Mota ganhou duas premiações no Prêmio Abraciclo de Jornalismo
    A jornalista Rebeca Mota ganhou duas premiações no Prêmio Abraciclo de Jornalismo | Foto: Divulgação/ Abraciclo

    E se na ponta das audiências está uma mulher, nas premiações não seria diferente. A repórter Jakeline Xavier e a editora de Especiais Rebeca Mota foram as grandes representantes do EM TEMPO em 2019. 

    A editora Rebeca Mota foi o destaque nas premiações em 2019 pelo Jornal e Portal EM TEMPO. A jornalista foi ganhadora de uma premiação nacional disputada com jornalistas de todo o Brasil. Ela venceu o prêmio Abraciclo de Jornalismo 2019 com duas melhores reportagens sobre o Polo Industrial de Manaus (PIM). Os textos jornalísticos premiados foram “Mão de obra feminina se fortalece no polo de duas rodas do PIM" e "Bike ao trabalho: manauaras trocaram transporte e garantem bem-estar”.

    Premiação ocorreu em São Paulo com jornalistas de todo o Brasil
    Premiação ocorreu em São Paulo com jornalistas de todo o Brasil | Foto: Divulgação/ Abraciclo

    Para ela, a experiência de ser reconhecida em uma premiação nacional foi única. "Estes foram os meus primeiros prêmios. Nunca me atentei, na verdade, em me inscrever para premiações jornalísticas. Mas ir a outro estado e chamarem o meu nome duas vezes para um prêmio nacional em frente de outros jornalistas do Brasil inteiro foi muito gratificante. E ainda pude levar o nome do EM TEMPO junto comigo", afirma Rebeca. 

    Jornalista recebeu premiação em dinheiro, além de menção honrosa
    Jornalista recebeu premiação em dinheiro, além de menção honrosa | Foto: Divulgação/Abraciclo

    Jornalista recebeu premiações em dinheiro de 2ª e 3ª lugar
    Jornalista recebeu premiações em dinheiro de 2ª e 3ª lugar | Foto: Divulgação/ Abraciclo

    Rebeca Mota foi estagiária em 2014 por dois anos na Secretaria do Estado do Meio Ambiente (Sema). No mesmo período foi bolsista na comunicação da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam). Em seguida, foi estagiária em 2016 na editoria de Economia e Política do Jornal A Crítica e antes mesmo de acabar o contrato eles a contrataram como repórter. Na última casa ela ficou por dois anos. De lá, ela veio ao EM TEMPO em janeiro de 2019 como repórter do portal e em julho do ano passado assumiu a edição da editoria de Especiais do Portal e também em outubro de 2019 abraçou a editoria de economia do impresso. Com o grupo EM TEMPO Rebeca Mota está exatamente um ano e dois meses.

    Jornalista também foi homenageada em Manaus no PIM
    Jornalista também foi homenageada em Manaus no PIM | Foto: Leonardo Mota

    Rebeca Mota começou no EM TEMPO como repórter e hoje é editora
    Rebeca Mota começou no EM TEMPO como repórter e hoje é editora | Foto: Rebeca Mota

    Outra jornalista premiada é a Jakeline Xavier. A repórter subiu ao palco do Prêmio Jaraqui Graúdo em dezembro de 2019 e foi condecorada com o marco de reportagem do ano. O trabalho premiado foi a matéria especial sobre cidades inteligentes, que pode ser lida no portal Em Tempo.

    Jakeline Xavier venceu o prêmio de reportagem do ano no Jaraqui Graúdo 2019
    Jakeline Xavier venceu o prêmio de reportagem do ano no Jaraqui Graúdo 2019 | Foto: Mara Magalhães

    Jakeline conta que sempre foi apaixonada pelo jornalismo. "Gosto muito de histórias. Na época que escolhi a profissão eu tinha aquela imagem do jornalista como um 'justiceiro', achava muito lindo ser um mediador das necessidades da sociedade e o poder público. Hoje ainda concordo com isso, mas acredito que me encaixo mais por outras razões, como a simplicidade da troca de uma conversa com pessoas diferentes e o poder de abrir perspectivas", comenta a repórter, que escreve para a editoria de Especiais do portal EM TEMPO.

    A importância dos repórteres

    O jornalismo como conhecemos hoje nasceu por volta de 1447, quando Johannes Gutenberg criou a prensa, uma máquina de 'imprimir' papéis. Com a invenção, foi possível espalhar textos para o mundo inteiro, dentre eles, os jornalísticos. De lá para cá, jornalistas já foram responsáveis por contar grandes histórias, levar ajuda para necessitados e até mesmo por expor grandes corrupções de governos. 

    "A importância do repórter é inquestionável. Qualquer sociedade que se considere democrática tem esse pensamento. É ele quem ajuda a manter os direitos das pessoas por meio do trabalho que deve ser isento e ativo. Esse é um dos motivos pelos quais jornalistas são atacados, inclusive", comenta Steffani Smith, diretora do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Amazonas. 

    Além disso, ela explica que o jornalismo não está em crise, mas sim seu modelo de negócio. "O repórter não pode se autocensurar, como acontece em alguns veículos, quando não se pode anunciar algo, por conta de anunciantes do jornal. Essa forma precisa mudar. É necessário prezar pelo jornalismo independente, quando o repórter vai fundo em uma pauta, sem medo de que vá ser demitido, por exemplo", finaliza a diretora. 

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