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    Incêndio em Manaus


    Prédio atingido por incêndio na Compensa será demolido

    O incêndio de grande proporção assustou os moradores da Compensa na noite desta quinta-feira (20)

    A estrutura está completamente comprometida
    A estrutura está completamente comprometida | Foto: Bruna Oliveira

    Manaus – O incêndio de grandes proporções deixou os moradores do bairro Compensa, na Zona Leste, assustados na noite de quinta-feira (20). O galpão da loja de colchões, localizada na rua Amazonas, começou a pegar fogo por volta das 8h e deixou um grande prejuízo aos donos do estabelecimento e moradores próximos ao local. Três casas foram interditadas pela equipe da Defesa Civil e uma Paróquia precisou fechar as portas na manhã desta sexta-feira (21).

    Em imagem aérea é possível ver como ficou a estrutura do prédio
    Em imagem aérea é possível ver como ficou a estrutura do prédio | Foto: André Wodson

    A equipe do Portal EM TEMPO esteve no local horas após o controle das chamas. O autônomo Marcelino, que mora em frente ao prédio, disse como foram os primeiros momentos do incêndio. “Ontem eu estava no quarto e ouvimos a polícia chegar. Quando saí vi o fogaréu alto. Foi assustador. Ainda bem que o Corpo de Bombeiros chegou logo”, relembrou.

    O galpão está com o acesso restrito
    O galpão está com o acesso restrito | Foto: Bruna Oliveira

    O fogo foi controlado pela equipe do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM). Foram utilizados mais de 100 mil litros de água na ocorrência e 15 viaturas foram deslocadas com ação por duas vias de acesso.  

    Veja a fala do 2º Sgt BM Dênis Wilson Lira, no momento da ocorrência:

    15 viatura do batalhão foram deslocadas para a ocorrência | Autor: Divulgação CBAM
     

    A aposentada Socorro, moradora do bairro há 43 anos, lamentou o ocorrido. “É muito triste ver um incêndio desse e pessoas perdendo as coisas. Foi difícil ter acesso, queríamos ajudar. O mais complicado foi quando caiu o muro e danificou as casas. Nós ficamos muito preocupados com essa situação. É muito triste, eles passaram tanto tempo reformando esse prédio para acabar assim, em chamas”, disse a dona de casa emocionada

    Parte dos escombros caíram por cima de casas próximas
    Parte dos escombros caíram por cima de casas próximas | Foto: Bruna Oliveira

    Os engenheiros da Defesa Civil do Amazonas afirmaram que não há recuperação da estrutura do prédio, necessitando a demolição, reconstrução e o amparo às famílias atingidas no incêndio.

    “É uma área de risco. A estrutura está bem comprometida. A gente pede para a população que evite ultrapassar a área de contensão, porque há riscos de desabamento. Como esse é um prédio comercial, o dono precisa estar presente para dar o primeiro passo e arcar com as consequências. Não houve mortes ou ferimentos, posso destacar essa como ponto positivo”, declarou. 

    A equipe da Defesa Civil de Amazonas
    A equipe da Defesa Civil de Amazonas | Foto: Bruna Oliveira

    A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) fez um levantamento nas unidades de saúde da capital e não registrou a entrada de nenhuma vítima de queimadura ou intoxicação por fumaça.

    Três casas que estão localizadas atrás do galpão foram interditadas pela equipe da Defesa Civil, mas não houve vítimas, apenas danos materiais. A paróquia Cristo Libertador foi interditada também, um vizinho afirmou que o muro do galpão caiu por cima de uma parte da estrutura da igreja. 

    Dono de uma das casas interditadas, o técnico em enfermagem, Éden Reis lamentou e disse que estava no aguardo da posição dos proprietários do galpão comercial.

    As famílias aguardam a posição dos proprietários do imóvel
    As famílias aguardam a posição dos proprietários do imóvel | Foto: Bruna Oliveira

    “Eu estava no trabalho quando me avisaram que tinha começado o incêndio. Isso era por volta das 20h. Não perdi muita coisa, mas teve a família da primeira casa que teve uma parte da casa destruída. Eles me falaram que temos que negociar com o proprietário e ele tem que arcar com as nossas despesas”, relatou. 

    O estudante Wanderson Carli, de 18 anos, que estuda na escola Padre Pedro Gislandy, contou que as aulas foram suspensas nesta sexta por conta do incêndio. “Ficamos sabendo pelos nossos amigos. Foi algo trágico, não esperávamos que isso acontecesse novamente”, lamentou. 

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