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    Monte Horebe


    Uso de spray de pimenta e violência são relatados por moradores

    Moradores do Monte Horebe reclamam que estão sendo impedidos de entrarem nas casas para retirar pertences pessoais

    A desocupação iniciou na manhã desta segunda-feira (2)
    A desocupação iniciou na manhã desta segunda-feira (2) | Foto: Lucas Silva

    Manaus – A desocupação do Monte Horebe, que acontece desde a manhã desta segunda-feira (2) foi anunciada na última sexta-feira (28) com o prazo de 48 horas para as famílias deixarem as casas no local. Um dos representantes da comunidade falou ao Portal Em Tempo sobre como ocorreu a desocupação do espaço, que há seis anos possui moradias irregulares. Adriano Leite, de 21 anos, que mora há dois anos no local, não concorda com a forma como a desocupação está sendo realizada. “ Eles não deixaram vocês da mídia entrarem aqui porque a polícia está jogando spray de pimenta. Eles acham que nós somos bandidos. Somos pessoas de bem. Estou aqui porque preciso de uma moradia. Aqui não tem arma não, mas eles têm, estão todos armados”, declarou o jovem.

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    O morador afirmou que promessas feitas à comunidade não foram cumpridas
    O morador afirmou que promessas feitas à comunidade não foram cumpridas | Foto: Reprodução

    Para Adriano a população sentiu-se desamparada. “Aqui são mais de 15 mil famílias. Falaram que viriam e fariam um levantamento, mas nada até agora. Eles estão maltratando a população”, relatou Adriano. 

    A dona de casa Adriana, de 47 anos, mãe de uma criança que necessita de cuidados especiais, mora há quatro meses na comunidade. Ela afirmou que as crianças serão penalizadas, pois as famílias, que moram na região, já tinham efetuado as matrículas em escolas próximas. 

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    As casas desocupadas já estão sendo derrubadas durante a operação
    As casas desocupadas já estão sendo derrubadas durante a operação | Foto: Reprodução

    “Eu vim de lá e está muito complicado. As crianças estão com medo, foram matriculadas aqui próximo para estudar e não tem outro lugar. Estamos pensando nos nossos filhos”, disse a moradora emocionada. 

    As famílias já se manifestaram na tarde do último sábado (29) contra a desocupação do local. Com cartazes e carros de som, cerca de cinco mil pessoas fecharam a avenida Torquato Tapajós por aproximadamente duas horas. 

     

    As famílias não aceitaram o prazo de 48h para a desocupação das moradias
    As famílias não aceitaram o prazo de 48h para a desocupação das moradias | Foto: Daniel Boechat

    O Monte Horebe surgiu da reintegração da ocupação irregular Cidade das Luzes, em 2015. O vice-governador Carlos Almeida declarou, durante a coletiva de imprensa, que o combate à criminalidade é o principal objetivo da operação, além de proteção às famílias carentes da comunidade. 

    "Nossa preocupação, além da segurança pública, urbanismo e ambiental, é também social. As pessoas são a nossa preocupação primária. Queremos retirar a criminalidade de cima dessas famílias que residem no Monte Horebe, mas não vamos deixá-los desamparados e à própria sorte", declarou Almeida. 

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    Confira a transmissão na íntegra:

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