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    Velórios


    Vítima de coronavírus no AM será cremada no Iranduba daqui a 10 dias

    A família aguardará a construção do local para a cremação pois o Amazonas ainda não disponibiliza do serviço

    Geraldo Savio da Silva tinha 49 anos
    Geraldo Savio da Silva tinha 49 anos | Foto: Divulgação

    Manaus - O corpo da primeira vítima fatal do novo coronavírus no Amazonas será cremado no município de Iranduba (a 27 km de Manaus) após a construção de um crematório, no prazo de 10 dias. A medida foi confirmada pelo Governador do Estado do Amazonas nesta quarta-feira (25). O empresário Geraldo Savio da Silva, de 49 anos, morreu no Hospital e Pronto-Socorro Delphina Rinald Abdel Aziz, na Zona Norte, na noite de terça-feira (24).

    O paciente era portador de hipertensão arterial sistêmica e estava internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), desde o último sábado (21), após ser diagnosticado com o Covid-19.

    O Governador do Amazonas, Wilson Lima, conversou com a esposa do empresário para tratar decisões sobre o velório. A família optou pela cremação do corpo. Entretanto, o Amazonas ainda não possui crematório.

    Durante a live sobre a atualização dos casos de coronavírus no Estado, Wilson Lima declarou que criará um espaço que atenda ao serviço no município de Iranduba. A entrega do crematório será feira em 10 dias. O corpo de Geraldo Savio  permanecerá acondicionado no Delphina Aziz até o momento da cremação. 

    A contaminação biológica é do tipo 3, classificados como agentes que apresentam risco grave para o manipulador e moderado para a comunidade
    A contaminação biológica é do tipo 3, classificados como agentes que apresentam risco grave para o manipulador e moderado para a comunidade | Foto: Piero Cruciatti/ AFP

    Em qualquer local que o coronavírus tenha atingido, independentemente de cultura ou religião, rituais antigos para homenagear os mortos e confortar os enlutados estão sendo abreviados ou descartados pelo medo de aumentar o contágio.

    As cenas que chamam atenção no mundo são de caixões fechados sem acesso de familiares ou amigos da vítima. Necrotérios estão lotados e crematórios funcionam em tempo integral. Funerárias já disponibilizam um serviço online para que entes queridos se despeçam por meio de transmissão. 

    Nota técnica da Anvisa

    A cremação, em casos de vítimas de coronavirus, é recomendado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A Anvisa disponibilizou, neste mês de março, uma nota técnica aos profissionais com orientações do pós-óbito de pessoas vítimas do novo Coronavírus. 

    As medidas de prevenção e controle de infecção devem ser implementadas pelos profissionais que atuam nos serviços de saúde para evitar ou reduzir ao máximo a transmissão de microrganismos durante qualquer assistência à saúde realizada.

    Os princípios das precauções padrão de controle de infecção e precauções baseadas na transmissão devem continuar sendo aplicados no manuseio do corpo. Isso ocorre devido ao risco contínuo de transmissão infecciosa por contato, embora o risco seja geralmente menor do que para pacientes ainda vivos.

    Velórios são feitos com caixões fechados
    Velórios são feitos com caixões fechados | Foto: STRINGER / ANSA / AFP

    Entre as medidas estão: 

    Durante os cuidados com o cadáver, apenas profissionais estritamente necessários poderão estar no ambiente e todos devem estar com o Equipamento de Proteção Individual (EPI) com gorro, óculos de proteção ou protetor facial, máscara, luvas e avental impermeável. 

    Os tubos e cateteres devem ser removidos com cuidado e descartados posteriormente. O corpo é acondicionado em saco impermeável à prova de vazamento e selado, logo após é identificado adequadamente com o risco biológico do contexto Covid-19. A maca de transporte dos corpos é usada somente para esta finalidade. 

    As funerárias também recebem a orientação de manusear o corpo em menor quantidade e não deve ser embalsamado. A orientação é fazer a cremação, mas a medida não é obrigatória. O risco de contaminação biológica é classe 3, classificados como agentes que apresentam risco grave para o manipulador e moderado para a comunidade.

    Caso a família opte por realizar o funeral, terão que seguir as restrições mediante nota. Entre elas estão o número reduzido de familiares no local da cerimônia; o caixão deve permanecer fechado e sem contato exterior; deve-se evitar o contato de apertos de mãos e abraços entre os presentes e a disponibilidade de álcool em gel e água com sabão para lavagem das mãos. 

    “Todo o protocolo, incluindo o manuseio do corpo, segue recomendações definidas na Nota Técnica da Anvisa, atualizada no último dia 21 de março, sobre medidas de prevenção e controle que devem ser adotadas durante a assistência aos casos suspeitos ou confirmados do novo coronavírus”, informou Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam).

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