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    Denúncia de fraude


    Perfil denuncia fraude em cotas raciais de Universidades do Amazonas

    As publicações divulgam nomes, fotos, curso e a cota escolhida pelo calouro

    As denúncias foram feitas por redes sociais | Foto: Lucas Silva

    As denúncias foram feitas por redes sociais
    As denúncias foram feitas por redes sociais | Foto: Lucas Silva

    Manaus – Perfis nas redes sociais iniciaram uma série de exposições contra alunos de universidades federais e estaduais do Brasil. No Amazonas, alunos são denunciados de serem autodeclarados de cotas destinadas para índios, negros e pardos, mas que na verdade são brancos e de classe média. 

    O perfil @autodeclaradoam traz publicações com os nomes, fotos, a instituição escolhida, o curso, o ano de ingresso e a modalidade de cota. As publicações expõem também a posição do candidato na vaga. 

    | Foto: reprodução

    Com cerca de 35 publicações, o perfil faz a denúncia e satiriza com o movimento que vem acontecendo nas últimas semanas contra o racismo. “Estamos cansados da falta de cuidado nas universidades e de pessoas privilegiadas se aproveitando de cotas. Cota não é esmola. Preparem-se para as exposições”, declarou o perfil em postagem.

    Um dos acusados de fraude na vaga do curso de Arquitetura e Urbanismo foi defendido nas redes sociais. "Gente, ele é amigo do meu irmão (eles estudavam juntos). Realmente ele fraudou, mas se sentiu culpado e saiu no ano passado. Sei que isso não justifica, mas enfim", afirmou a internauta. 

    | Foto: reprodução

    Em nota, a Ufam esclareceu que a Universidade parte do pressuposto legal de validade da autodeclaração, quando o candidato assume toda a responsabilidade pela declaração prestada quando da inscrição no Processo Seletivo e no ato da Matrícula Institucional. Dessa forma, havendo incongruência na declaração, ele pode e terá sua matrícula cancelada. 

    A Ufam emitiu nota sobre o assunto
    A Ufam emitiu nota sobre o assunto | Foto: Divulgação

    Por fim, a Ufam reiterou o compromisso com a legalidade e a moralidade e quaisquer denúncias devem ser formalizadas para que as medidas cabíveis sejam aplicadas.  

    A Universidade do Estado do Amazonas (UEA) esclareceu que, até o momento nenhuma denúncia relacionada a compra do gabarito das provas do Vestibular 2019, acesso 2020, e SIS chegou até a instituição.

    A Gestão Superior da UEA destacou ainda que o processo de avaliação para ingresso na Universidade, realizado em outubro de 2019, ocorreu dentro da normalidade. A UEA enfatizou o compromisso com a legalidade do vestibular e se colocou à disposição para quaisquer esclarecimentos.

    O perfil e o curso foram expostos
    O perfil e o curso foram expostos | Foto: reprodução

    Entramos em contato com os alunos envolvidos nas denúncias, mas sem retorno. Todos os citados comprovam que estudam na Ufam com as informações que apresentam no perfil das redes sociais. 

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