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    Condenação


    Rafael Romano é condenado a 47 anos de prisão por estupro da neta

    As acusações se tornaram públicas em fevereiro de 2018, quando a ex-nora do desembargador aposentado, a advogada Luciana Pires, expôs os relatos da filha sobre os abusos sexuais cometidos pelo avô.

    A condenação foi de 47 anos e a defesa diz ainda não ter sido notificada oficialmente
    A condenação foi de 47 anos e a defesa diz ainda não ter sido notificada oficialmente | Foto: Divulgação

    Manaus - O desembargador aposentado Rafael Romano foi condenado a 47 anos de prisão por estupro cometido contra a própria neta. A sentença saiu na manhã desta segunda-feira (8) e foi confirmada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM). A decisão foi do juíz Ian Andrezzo Dutra. O caso foi denunciado em fevereiro de 2018. À época, a ex-nora dele, a advogada Luciana Pires, tornou público em redes sociais, o relato da filha contando sobre os abusos sexuais cometidos pelo avô, que duraram pelo menos sete anos. 

    Luciana Pires comemorou a condenação em redes sociais. Ao EM TEMPO, a advoga relatou o sentimento de felicidade por saber que a Justiça foi feita. "Estamos todos muito felizes. Eu sempre acreditei na Justiça e ela foi feita. Hoje todos que ainda tinham dúvidas ficam sabendo que a minha filha nunca mentiu e que o sofrimento dela acabou", declarou Luciana. 

    A defesa de Luciana Pires, representada pelo advogado Arthur Ponte, informou que ficou satisfeita com a pena de 47 anos e que não entrará com nenhum recurso.

    Já o advogado de defesa de Rafael Romano, José Carlos Cavalcanti, disse à reportagem que tomou ciência da condenação por meio da divulgação da imprensa e de postagens feitas por Luciana em redes sociais.

    "Oficialmente ainda não fomos notificados, mas quando entrei no processo que corre em segredo de Justiça consegui ver que realmente existe a condenação. Mais uma vez a família da neta do desembargador fez a divulgação de informações do processo de forma indevida. Como tramita em sigilo, nós, como defesa não comentaremos nada sobre os autos. Assim que formos notificados oficialmente, vamos tomar as providências devidas e entrar com um recurso", explicou Cavalcanti.

    Entenda o caso

    O caso foi denunciado em fevereiro de 2018, quando a advogada Luciana Pires tornou público os relatos da filha sobre os abusos sexuais cometidos pelo avô,  que duraram pelo menos sete anos. Segundo a vítima, o último abuso teria acontecido em 2016.

    Durante entrevista para uma emissora de televisão local, a advogada contou que o desembargador chegava a arranhar os seios da vítima e fazer sexo oral. "Ela (vítima) me contou chorando que amanhecia com a cama toda suja. Ela falou dos gemidos que ele fazia enquanto estava sendo molestada. Ele pedia para não reclamar, porque ela estava gostando", disse Luciana na época. 

    Ainda durante a entrevista, Luciana disse que a filha relatou coisas "pesadas". "A primeira vez que ele fez, foi pegando nas pernas dela, foi chegando e subindo a mão até a calcinha. Foi daí para pior", disse.

    Quando atuava como juiz da Infância e da Juventude, Romano foi relator da "Operação Estocolmo", que resultou na prisão do ex-prefeito de Coari, Adail Pinheiro, em 2014, por chefiar um esquema de exploração sexual infantil. Romano foi quem decretou a prisão de Adail.

    Outra denúncia 

    No mês de agosto de 2018, uma mulher, com então, 29 anos, também denunciou o desembargador Rafael Romano, por abuso sexual. O fato teria acontecido quando ela tinha 13 e 14 anos e trabalhava como babá na casa da filha do ex-juiz da Infância e Juventude.

    Na época da denúncia, a mulher relatou em entrevista a um canal de televisão local que entrou na casa da família no ano de 2002, com apenas 13 anos e que, após um ano, o então juiz começou a molestá-la. O desembargador, segundo a vítima, chegou a levá-la para um motel, onde teria aliciado a vítima e a tocado nas partes íntimas. O processo em torno do caso segue em andamento. 

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